Da Redação JM Notícia


Nesta quarta-feira (14) a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou a Campanha da Fraternidade de 2018 com o tema “Fraternidade e superação da violência”, tendo o texto de Mateus 23:8 como base por declarar “vóis sois todos meus irmãos”.

Com foco nos debates sobre a segurança pública, o órgão ligado à Igreja Católica mostra preocupação com o número de homicídios no país, destacando que a maioria das vítimas são jovens negros.

Participaram da reunião de início da campanha a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, o deputado federal Alessandro Molon (REDE/RJ) que foram até a sede da CNBB em Brasília.

Ao defender medidas contra a violência, a instituição deu uma declaração que pode ser entidade como uma crítica ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que pretende disputar a Presidência nas eleições de 2018.

O presidente da CNBB e arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, disse que a Igreja Católica não apoiará candidatos à Presidência da República que “promovam a violência” e se posicionou favoravelmente ao Estatuto do Desarmamento.
Uma das maiores propostas de Bolsonaro é oferecer o direito do cidadão se defender da violência podendo ter acesso a armas de fogo, revogando assim o Estatuto do Desarmamento.

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“É lamentável que se apresente soluções para superar a violência recorrendo a mais violência. A Igreja, é claro, nessas eleições, como sempre faz, estará orientando os próprios eleitores, não substituindo a consciência dos eleitores, mas ajudando a formar consciência. Nós queremos candidatos comprometidos com a justiça social e a paz. Não [queremos] candidatos que promovam ainda mais a violência”, declarou o cardeal. Com informações de UOL