Da Redação JM Notícia

Com o período de chuvas, aumenta o número de focos do Aedes aegypti. Mesmo com o trabalho intenso dos agentes de combate a endemias em Araguaína, somente nesses primeiros dois meses do ano foram encontrados 8.425 focos do mosquito, número 48% maior que o mesmo período em 2017, quando foram eliminados 5.670 focos.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Mariana Parente, mais de 74% dos focos são encontrados em quintais. “Só iremos combater o mosquito se toda a comunidade colaborar. Com o acúmulo de água nos recipientes, os ovos que são depositados logo se transformam em larvas”, explicou.

Todos podem colaborar com cuidados básicos como retirar dos quintais os recipientes que possam acumular água parada, como latas e pneus. Dessa forma, é possível reduzir a proliferação do inseto, já que no ano passado, o número de focos encontrados em residências foi seis vezes maior que a quantidade encontrada em comércios ou terrenos baldios.

Como denunciar e eliminar focos
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) orienta as pessoas que possuem caixa d’água em casa, que a mantenha bem fechada. A limpeza em calhas também é importante para evitar o acúmulo de água. Quem tem plantas em casa, não pode esquecer de colocar areia nos pratinhos. Garrafas e baldes devem ser guardados de cabeça para baixo.

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Os recipientes com a água para os animais devem ser frequentemente higienizados com bucha e sabão. Piscinas sempre devem ser bem tratadas com cloro e, se não estiver em uso, cobrir com uma lona evita o acúmulo de focos do mosquito.

Os moradores também podem colaborar com a diminuição dos focos denunciando locais onde há possíveis criadouros. O CCZ disponibiliza o disque-denúncia para ligações gratuitas: 0800 646 7020.

Mais mosquito, mais doenças
O mosquito Aedes é responsável por transmitir várias doenças, entre elas a febre chikungunya, o Zika vírus e a dengue. Segundo os dados do CCZ, só este ano já foram registrados 72 casos de dengue e três casos de chikungunya em Araguaína. Em 2017, foram 1.324 casos de dengue registrados no Município.

“Se o paciente apresentar os sintomas de algumas das doenças citadas acima, deve procurar imediatamente uma unidade básica de saúde (UBS). Assim que somos avisados, uma equipe do CCZ realiza o bloqueio de transmissão. Com bombas borrifam os quintais, no local, onde há suspeita do foco do mosquito e em mais nove quarteirões próximos”, ressaltou a coordenadora do programa.

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A coordenadora acrescenta que as equipes de agentes de endemias já realizam trabalhos de rotina nos setores diariamente e estão atentos a possíveis criadouros do mosquito, já que a fiscalização é constante no combate às doenças.