Da Redação JM Notícia

Nesta quinta-feira (22) a Polícia Civil indiciou três pessoas por corrupção devido a um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Tocantins. As investigações começaram no ano passado através do Ministério Público Estadual (MPE) e foram concluídas pela Delegacia de Combate a Corrupção na primeira fase da Operação Espectro.

Os indiciados foram o ex-diretor Geral da Assembleia Legislativa, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica Danilo Parente e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves.

As investigações apontam que Danilo Parente teria sido nomeado de forma irregular para o cargo de diretor de Modernização Tecnológica e que o grupo visava desviar dinheiro da Casa de Leis. Com a apreensão do celular de Danilo, foi possível acessar conversa dele com os outros dois indiciados tentaram criar uma versão para justificar os desvios.

Assembleia Legislativa se posiciona sobre o indiciamento

Através de uma nota, a Assembleia Legislativa do Tocantins declara que em fevereiro do ano passado instaurou uma sindicância para apurar possíveis desvios de conduta dos três servidores e o processo foi enviado ao MPE para que as devidas providências fossem tomadas.

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Todavia, naquela época, não ficou comprovada pela Comissão de Sindicância a participação de Flávio Negreiros nas supostas irregularidades, até que nesta quinta saiu a conclusão do inquérito instaurado pela Polícia Civil.

Diante desta situação, a Assembleia Legislativa decidiu exonerá-lo imediatamente. A Direção Geral da Casa declarou ainda que está em um processo licitatório para a contratação e instalação de um sistema de registro biométrico de frequência eletrônica na Assembleia, para garantir o controle do cumprimento da jornada de trabalho de todos os servidores, evitando assim contratações de funcionários fantasmas.