Da Redação JM Notícia

Mais de 80 mil pessoas se inscreveram para o Concurso da Polícia Militar do Tocantins

O Delegado Regional da Polícia Civil em Araguaína, Bruno Boaventura, que investiga o caso do celular possivelmente usado para fraude durante o concurso da Polícia Militar do Tocantins no último domingo (11) tem uma nova versão para os fatos.

Boaventura acredita que o gabarito encontrado em um SMS do aparelho não seja um vazamento sigiloso da banca. “O que pode ter ocorrido é que alguém fez a prova, marcou todas as questões que achava que eram as certas, e passou para outra pessoa pelo celular. E a pessoa deve ter ido até o banheiro para colar”, declarou.

O delegado lembra que se for encontrado uma fraude com o vazamento das respostas, o concurso público seria colocado em cheque. “Seria uma possível cola. Então a prova não foi violada, e nem o gabarito oficial saiu da banca”, acredita ele após conversar com outros delegados.

As câmeras de segurança da Faculdade Católica Dom Orione poderão ajudar a polícia a identificar o dono do aparelho e assim investigar o que teria acontecido. Enquanto isto, o Ministério Público Estadual recebeu algumas denúncias sobre o concurso e já as protocolou na 28ª Promotoria de Justiça. Além disso, uma petição pública online está pedindo o cancelamento do concurso diante das possíveis irregularidades.

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Entenda o caso

Neste domingo (11) um celular da marca Nokia foi encontrado no banheiro masculino, de baixo de uma sacola na Faculdade Católica Dom Orione, em Araguaína (TO) onde era aplicado as provas para o concurso público da Polícia Militar do Tocantins.

Quem encontrou o aparelho foi uma funcionária da equipe de limpeza, que acionou seus superiores e assim o caso foi registrado na Polícia. No celular havia uma mensagem SMS escrito “Prova 3” e contento um gabarito alfanumérico com as respostas das 60 questões da prova.