Da Redação JM Notícia

Marcelo Miranda (PMDB), governador de Tocantins

Na manhã desta quinta-feira (22) o Tribunal Superior Eleitoral retomou o julgamento do recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre o pedido de cassação do governador Marcelo Miranda e da vice Cláudia Lelis.

Os dois são acusados de abuso de poder econômico, abuso de poder político, abuso de autoridade e de captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral.

A ação se refere ao episódio dos R$ 500 mil e de 4 kg de panfletos de campanha apreendidos em um avião em Piracanjuba (GO), durante o período de eleições em 2014.

Ao dar seu voto, em 110 laudas, o Ministro Luiz Fux discordou da relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, e declarou que o processo possui um “conjunto probatório apto a comprovar a gravidade do ilícito”, citando que o dono da aeronave, Ronaldo Japiassu, já foi contratado pelo Estado várias vezes e a aeronave já foi usada por Marcelo Miranda para um voo a Santa Maria das Barreiras.

Outra prova citada por Fux, que pede a cassação imediata, é sobre a agenda de Douglas Schmdt, que supostamente seria o responsável pela captação de R$ 1,5 milhão anotados como MM, que seriam as iniciais do nome do governador do Tocantins. Fora isso, Schmdt fez postagens nas redes sociais sobre o rompimento com ex-governador Sandoval Cardoso e apoiando a candidatura de Marcelo Miranda.

Acompanharam o voto de Fux os ministros: Admar Gonzaga Neto, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso, Jorge Mussi. Votaram contra a cassação a ministra Luciana Lóssi e o ministro Napoleão Nunes.

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