Da Redação JM Notícia

Nesta quinta-feira, 26, durante sessão solene na Câmara Municipal de Palmas em que se discutiu a situação do meio ambiente na Capital, o vereador Lúcio Campelo (PR) falou para a sociedade presente e profissionais da área sobre a falta de investimentos e planejamento por parte da Prefeitura de Palmas, que tem permitido a ocorrência de práticas danosas a saúde do cidadão e do meio ambiente.

O vereador começou por apresentar o problema da convivência da cidade com as inúmeras capivaras que habitam principalmente no entorno do Parque Cesamar. “A cidade não é ambiente para esses animais, e proponho que sejam retiradas as capivaras para levá-las a um local apropriado, onde não ocorra nenhum tipo de risco, tanto para elas quanto para o cidadão”.

“Como vivem soltas, as capivaras invadem ruas e avenidas, o que pode provocar acidentes com os veículos que estão transitando. Fora isso, existe outra questão: os animais acabam espalhando fezes e urina, podendo provocar doenças e irritações de pele no cidadão palmense”, esclareceu o vereador.

Investimentos

De acordo com Lúcio Campelo, um dos principais problemas em estabelecer políticas para o meio ambiente na Capital começa na falta de investimentos na área, que anualmente recebe um orçamento de pouco mais de R$ 400 mil pela prefeitura de Palmas, “um valor irrisório frente às demandas urgentes que existem na cidade”, falou o vereador.

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“Enquanto foram gastos milhões de reais em estruturas para eventos por parte da gestão anterior, faltaram recursos para o meio ambiente, que é o assunto mais discutido em todo o planeta. Fomos na contramão do debate mundial, e eu espero que a prefeita Cinthia Ribeiro, que recentemente assumiu a gestão, veja essa questão com mais seriedade e compromisso”, recomendou o vereador.

Arse 72

Em relação a falta de planejamento, o vereador informou o caso da retirada de cascalhos que está ocorrendo dentro da quadra ARSE 72 (706 sul), que segundo o parlamentar, falta planejamento nos estudos de impacto para a região. “A prefeitura autorizou, mas não planejou os impactos. Não se sabe o que está sendo retirado e nem a quantidade. Fui informado que até em área particular as extrações estão ocorrendo. E as máquinas pesadas que estão transitando dentro da quadra, tumultuando a vida do cidadão? Tudo isso deveria ter sido previamente analisado pela prefeitura”.

Campelo destacou ainda que é necessário um amplo estudo sobre as jazidas que existem no município, para que essas áreas possam ser identificadas e exploradas da maneira correta, sem danos ao cidadão e ao meio ambiente.

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Mau Cheiro

“O morador da região sul de Palmas, principalmente aqueles que estão no setor Bertaville, União Sul e Aureny III, sofrem diariamente com o mau cheiro que exala da Estação de Tratamento de Esgoto localizada naquela parte da cidade. Um absurdo que todas as gestões que passaram ignoraram, e hoje o cidadão nem quer mais morar ali, os imóveis até desvalorizaram”, criticou o vereador.

Campelo alertou para os problemas respiratórios que podem surgir pelo contato com esses gases tóxicos que exalam das estações. Buscando resolver a situação do Bertaville e entorno, o vereador chegou a apresentar na semana passada um requerimento solicitando a resolução do problema, acionando a prefeitura de Palmas e a BRK Ambiental. Na ocasião, o requerimento foi aprovado e subscrito pelos parlamentares presentes na sessão da última quinta-feira, 19.