Da Redação JM Notícia 

O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda em São Paulo, escreveu um artigo criticando os evangélicos conservadores e atacando o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

O artigo A caricatura evangélica, postado em seu site pessoal, traz uma ligação entre o avanço da Direita política dos Estados Unidos, com o apoio das igrejas que buscam na política reverter o quadro progressista que tem destruído os valores cristãos da sociedade.

Ligado à esquerda, Gondim questiona a ligação entre evangélicos e políticos de direita. “Com o avanço da direita religiosa dos Estados Unidos, a era Trump expõe os exageros do movimento evangélico. Hipocrisia, venalidade e vassalagem tornam, a cada dia, a caricatura mais evidente. Teólogos, sociólogos e filósofos de todas as tendências se perguntam: o quê os crentes conservadores viram em Donald Trump?”

Falando do Brasil, o pastor se mostra surpreso ao tomar conhecimento que igrejas históricas declararão apoio a Bolsonaro a quem ele chama de neo nazista.

“Tomo conhecimento de uma forte mobilização de igrejas evangélicas históricas para comporem a tripulação da nau fascista capitaneada por Bolsonaro – com comitês eleitorais e tudo. Eles querem um crente na presidência a qualquer custo. Insisto: por aqui, a tragédia de um Trump meia boca seria tenebrosa; e o custo de vidas, incalculável.  – mais que do Titanic e do Bateau Mouche somados”, critica.

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O religioso tem desconstruir conceitos como a guerra entre o mundo e Deus (bem e o mal), a importância de levar a salvação e a defesa dos valores cristãos nesse enfrentamento da esquerda com suas ideias marxistas.

“Tratam como herói quem se coloca como soldado no combate ao ‘mundo’. A pessoa declara guerra ao mundo e passa a ser amiga de Deus. A teologia evangélica ainda faz ‘cruzada’. O propósito dessa guerra santa é reconquistar os ‘valores judaico-cristãos’; tirar das mãos de pessoas mundanas e devolver à igreja. E isso é tão absolutamente importante para a mentalidade evangélica que alguns se dispõe a fazer aliança com o diabo para salvar o mundo do mundo”, escreveu.

No final do texto, ele ainda declara que Bolsonaro é político de quinta categoria. “Insisto, mesmo correndo o risco de dar murro em ponta de prego: sem coragem de expor as pedras de sustentação da teologia evangélica, a caricatura fica cada dia mais bizarra. Com uma única vantagem, ver um movimento sem a cera da hipocrisia. O custo será um futuro pavoroso. Ou não é ameaçador ver cristão aplaudindo político de quinta categoria?”

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