Da Redação JM Notícia

Palestinos tentam invadir Israel para “retomarem suas terras” em protesto à mudança da Embaixada americana para Jerusalém

Em protestos contra as mortes de palestinos que protestaram contra Israel nesta segunda-feira (14), a Turquia resolveu expulsar o embaixador israelense em Ancara, Eitan Naeh, do país.

O ministério das Relações Exteriores turco convocou Naeh para uma reunião e solicitou que ele regressasse ao seu país durante um tempo, dando a entender que ele poderá reassumir a embaixada israelense posteriormente.

Fora isso, o porta-voz do governo turco, Bekir Bozdag, anunciou a convocação de uma reunião de emergência da Organização da Conferência Islâmica (OCI), que reúne cerca de 50 países muçulmanos.

Ao saber da decisão, Israel reagiu convidando o cônsul-geral da Turquia a se retirar. “O cônsul turco em Jerusalém foi convocado hoje à tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e foi convidado a regressar ao seu país por um certo tempo”, indicou a diplomacia israelita numa nota informativa publicada nas redes sociais.

Número de mortos chega a 60

O número de mortos durante a chamada “Marcha do Retorno” chegou a 60 pessoas, além de 2.771 feridos, incluindo 225 menores. Os participantes do protesto que tentava invadir Israel para “recuperar as terras dos palestinos” foram recebidos com ataques por parte das Forças de Defesa de Israel.

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O protesto foi marcado pelo Hamas que atraiu ao menos 40 mil pessoas até Gaza, área de confronto entre palestinos e israelenses. Além de protestarem contra os 70 anos de Israel, os manifestantes também estavam contra a mudança da Embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

A ação, imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhece Jerusalém como território israelense, contrariando assim os defensores do Estado da Palestina que querem tornar a Cidade Santa na capital palestina.