Da Redação JM Notícia

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), 11,1 milhões de jovens brasileiros com idades entre 15 e 29 anos não estudam e nem trabalham. Número maior que a amostragem de 2016, quando 21,8% dos jovens dessa faixa estavam desempregados e fora do mercado de trabalho.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a faixa etária em questão tem 48,5 milhões de pessoas, grupo conhecido como “nem-nem”.

O Pnad considera como fora da escola não apenas que não está no ensino regular, mas também que não frequenta cursos de educação informal, cursos pré-vestibulares ou outros.
Deste grupo “nem-nem”, 35% só trabalham, 28,7% só estudam, 13,3% estudam e trabalham e 23% não estudam e nem trabalham.

O estudo mostra que entre 2016 e 2017 o número de jovens estudando permaneceu estável, mas o que ocorreu foi uma redução da ocupação. Comparando os resultados, em 2015 35,7% da população dessa faixa etária estavam ocupados, os dados de 2017 é de 35%. Em 2016 14% dos jovens estudavam, em 2017 o número caiu para 13,3%.

Pretos e pardos são maioria
Dentre os jovens que não trabalham e nem estudam, 64,2% são pretos e pardos, segundo o Pnad, um aumento de 343 mil pessoas.

Quando divididos por gênero, os homens são a maioria entre os desocupados, sendo que 49,4% dos homens declaram que estão em busca de trabalho, 28,9% das mulheres dão a mesma resposta. Quando questionados porque desistiram dos estudos e do trabalho, 24,2% das mulheres alegam estar atarefadas com cuidados domésticos, 24,2 dos homens declaram sem interesse.

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