Por Jornalista Samir Silva

Dos que se declaram evangélicos, 34% pertencem atualmente à Assembleia de Deus

Com o advento  das redes sociais, democraticamente, homens e mulheres das diversas camadas sociais, intelectuais, filosóficas, entre outras, ganharam voz  na internet para expor suas ideias e pensamentos ou tão somente repercutir aquilo que melhor lhe convier e entender como politicamente correto.

Em 2014, durante a campanha eleitoral observando o fluxo de mensagens na mídia social, sobretudo, as postagens dos “evangélicos”, e claro, preocupado com a qualidade dessas mensagens identificamos algo que até então nos parecia apenas temeroso.

Eis aí então o nosso dilema maior, estamos novamente em campanha eleitoral e, agora, como no pleito anterior, novamente iniciam-se as exposições públicas de nossos mais íntimos sentimentos, começamos a retratar na praça nossos pensamentos e delinear nosso DNA, ou seja aquilo que dita nossa formação genética.

Alguém publicou recentemente que 80% dos evangélicos votam, nesta eleição, em um determinado candidato. Avaliando as manifestações em sites e grupos de whats app não é difícil de concordar com essa afirmativa, embora não haja confirmação de nenhuma candidatura até o momento.  Há que se avaliar, todavia, o cenário atual e o espectro das eleições anteriores quando uma enxurrada de mensagens, não publicáveis em ambiente onde a moral e os bons costumes são imperativos,  direcionadas à candidata eleita naquele pleito eram permeadas de ódio, rancor e, pasmem, desprovidos de qualquer sentimento cristão.

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Nosso comportamento nas redes sociais tem nos levado a crer que será necessária uma reforma profunda nos evangelhos, pois, nos medir com a medida que temos utilizado para com o nosso próximo não nos parece tão sensato e nos julgar com o mesmo juízo que temos inquirido o alheio não nos será conveniente.

O discurso de que “bandido bom é bandido morto” não condiz com a orientação cristã, não coaduna com os discursos eclesiásticos e tampouco é regido pelo retórica paulina. A Bíblia quando recomenda, através do irmão Tiago,  para sermos pronto para ouvir, tardio no falar e tardio no irar, porque a ira do homem não opera a justiça de Deus, reprova veementemente nossos contemporâneos que estão de ânimos exaltados, sempre prontos para o confronto.

Não muito raro é possível presenciar “cristãos” que, como Pedro, o discípulo, estão dispostos a empunhar a espada, ou outros que semelhante a Davi, um homem segundo o coração de Deus,  ao ser confrontado por Natã emitiu de pronto Juízo a sentença de morte ao transgressor , entretanto, ao descobrir tratar de si mesmo mudam – se as regras e as medidas.

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Faz-se necessário repensarmos que tipo de Cristão é formado nas nossas prédicas, que tipo de líder temos na nossa Eclésia. Será que temos rejeitado toda a imundícia e superfluidade? Será  que temos recebido, com mansidão a palavra que pode salvar nossas almas?

Talvez estejamos na Fortaleza de Susã, desde o maior até o menor, participando do banquete de Assuero, onde as tapeçarias são de pano branco, verde e azul celeste, pendentes de cordões de linho fino e púrpura, e argolas de prata, e colunas de mármore; os leitos de ouro e de prata, sobre o mármore. Onde há muito vinho, em copos de ouro, segundo a generosidade do rei.

  • Samir Silva
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