Da Redação JM Notícia

“Não somos inferiores aos homens, na lei somos todos iguais”. A afirmação é da estudante da Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Almirante Tamandaré, Victória Souza, que tem 12 anos e nesta sexta-feira, 08, participou do projeto Anjos da Guarda do Ministério Público Estadual (MPE).

Para a estudante, a violência é inaceitável e as mulheres precisam se empoderar, conhecer seus direitos e lutar pela igualdade, complementou ao elogiar a palestra realizada pela Promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Maria da Penha, Jacqueline Orofino da Silva Zago de Oliveira, e pela equipe do Núcleo, composta pela pedagoga Leila Maria Lopes e a analista jurídica, Raíza Lanousse.

O Programa busca prevenir a violência contra a mulher, levando informação a crianças e adolescentes sobre a violência doméstica e familiar. O objetivo é transformar os estudantes atendidos em multiplicadores nos seus lares e comunidades. “Esperamos que eles saiam dessas palestras sabendo um pouco mais sobre a violência doméstica, a Lei Maria da Penha e a rede de apoio à mulher, para que quando presenciem qualquer situação de violência, saibam denunciar ou orientar a vítima a procurar ajuda”, ressaltou a Promotora.

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Ao final da palestra, os estudantes tiveram um momento de roda de conversa, onde tiraram dúvidas sobre o tema. Em seguida, assistiram a um vídeo e receberam material informativo e um certificado de “guardião do lar”, comprometendo-se a serem referência na disseminação de informações sobre o tema.

O “Anjos da Guarda” começou a ser desenvolvido pelo Núcleo Maria da Penha em 2017 e já passou por várias escolas da Capital. A meta é visitar todas as escolas e disponibilizar o modelo para os promotores do interior do Estado.