Da Redação JM Notícia

Em um artigo publicado no jornal Folha de São Paulo nesta quinta-feira (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a atual situação do país e se colocando como salvador do Brasil, pedindo sua liberdade para que possa recuperar os danos causados pelo atual governo.

Condenado a 12 anos e um mês de prisão, Lula já completou 100 dias preso e escreve como se toda a crise financeira do país tivesse sido gerada após a sua prisão.

“Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve (…). A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia”, escreveu.

Até mesmo a situação das famílias ilegais nos Estados Unidos, cujos pais foram separados dos filhos, foi jogada como sendo um problema que ele, se fosse presidente, teria resolvido junto ao implacável presidente dos EUA que não tem dado trégua aos imigrantes ilegais.

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Lula também cita as tentativas de privatizações do presidente Michel Temer, que herdou de sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), um país em sua maior crise financeira. “Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras”, diz Lula ao se referir a um antigo amigo.

Como pré-candidato à Presidência, ainda que esteja condenado em segunda instância correndo o risco de não passar pela Lei da Ficha Limpa, Lula pede o direito de debater as soluções para o Brasil e afirma que há um projeto para calar sua voz.

“Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa? É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por ‘atos indeterminados’, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?”, questiona.

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Ele aproveita o espaço e se declara candidato: “Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela.” Em outra parte ele declara: “Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.”

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