Imagem de 13 de maio mostra israelenses com bandeiras na Porta de Damasco, uma das entradas de Jerusalém antiga (Foto: Ariel Schalit/ AP)

A grande mídia tem espalhado seu ódio contra Israel pelo fato de o Parlamento israelense ter aprovado nesta quinta-feira (19) a lei que define o país como um estado exclusivamente judeu, que tem como sua única capital “Jerusalém unificada” e prevê apenas o hebraico como língua oficial, reduzindo o árabe a uma categoria “especial”.

A lei do “Estado Nação”, que determina que “Israel é a pátria histórica do povo judeu e eles têm um direito exclusivo à autodeterminação nacional”, é acusada pela mída internacioonal e também a brasileira, como era de se esperar, de ser discriminatória com relação às minorias que vivem no país. Ela foi aprovada no Knesset (parlamento israelense) por 62 votos a favor e 55 contra, com apenas duas abstenções, após intenso debate.

Sistema contra Israel

A nova legislação estabelece que “todos os judeus terão o direito de migrar a Israel e obter a cidadania de acordo com as disposições da lei, o estado atuará para reunir os judeus no exílio e promoverá os assentamentos judaicos em seu território e vai alocar recursos para esse fim”, de acordo com a Efe.

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A nova lei institui ainda o hino Hatikva (adaptado de um poema judeu, sobre o retorno do povo a Israel), a bandeira branca e azul com a Estrela de Davi no centro, um menorá (candelabro judeu) de sete braços com galhos de oliveira nos extremos como símbolo do país.

A nova lei, que é essencialmente simbólica, é aprovada pouco depois do 70º aniversário da fundação do Estado de Israel, comemorado em maio deste ano. Ela é vista como racista por palestinos, que permaneceram no país após a criação do estado de Israel, em 1948. Eles constituem 20% da população de Israel, que é de cerca de nove milhões de pessoas.

O projeto sofreu alteração antes de ser aprovado nesta quinta após forte oposição do presidente e do procurador-geral de Israel a cláusulas que previam o estabelecimento de comunidades exclusivamente judias e que instruíam tribunais a arbitrar de acordo com a lei ritual judaica quando não houvesse precedentes legais relevantes.

‘Momento histórico’

O premiê israelense, premiê Benjamin Netanyahu, definiu a aprovação como um “momento histórico na história do sionismo e da história do estado de Israel.”

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Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, durante encontro em Jerusalém, nesta quinta-feira (19) (Foto: Debbie Hill / AFP)

“Ultimamente, há pessoas que estão tentando desestabilizar os fundamentos da nossa existência e dos nossos direitos. Então, hoje nós fizemos uma lei em pedra. Este é o nosso país. Esta é a nossa língua. Este é o nosso hino e esta é a nossa bandeira. Viva o estado de Israel“, comemorou Netanyahu.

Ataques

Por outro lado, o chefe da Lista Conjunta Árabe, Ayman Odeh, chegou a pegar uma bandeira negra para alertar para as implicações da nova lei. “Esta é uma lei do mal, uma bandeira negra paira sobre ela”, afirmou.

“Hoje, terei que dizer aos meus filhos, junto com todos os filhos de cidades árabes da Palestina, que o Estado declarou que não nos quer aqui”, disse Odeh, de acordo com a Associated Press.

“Ele aprovou uma lei da supremacia judaica e nos disse que seremos sempre cidadãos de segunda classe.”

O membro do parlamento árabe Ahmed Tibi disse que a aprovação da lei representou a “morte da democracia”, informou a BBC.

Com informações G1

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