À Veja, o cantor e pastor Kleber Lucas fala das represálias que sofreu depois que decidiu ajudar na reconstrução de um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Em novembro de 2017, o cantor gospel Kleber Lucas, 49 anos, sofreu ataques nas redes sociais por ter participado de um evento no terreiro da mãe de santo Conceição d’Lissá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na ocasião, representantes evangélicos e de religiões de matriz africana se uniram para celebrar a doação de R$ 12 mil pelo Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio (CONIC-Rio) para o barracão Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, que foi criminosamente incendiado em 2014. Em clima festivo, Kleber Lucas cantou ao som de atabaques.

Nas redes sociais, Kleber Lucas foi duramente criticado por alguns fieis que viram em sua atitude um erro e o criticaram, alguns até mesmo com xingamentos.

“A religião se propõe, em primeiro lugar, a uma conexão com o sagrado, e em segundo, a uma conexão com seu próximo. Preciso respeitar a fé do meu irmão” diz Kleber

Veja promove o caso

A revista Veja na última sexta, 27, fez do caso uma nova matéria para criticar os “cristãos  intolerantes” e com o título “Como a intolerância religiosa atingiu um pastor” fez um pequeno vídeo onde o cantor fala do caso e critica quem o atacou por sua postura na época.

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O pastor viu escassear os convites para shows e as execuções nas rádios gospel. Oriundo de um clã sincrético — a mãe é evangélica e o pai foi adepto do candomblé —, ele abraçou com naturalidade a pregação pela tolerância: “Eu não tenho medo de quem levanta a bandeira do ódio, elas não me intimidam com suas vozes. Na verdade o que elas gostariam é de me silenciar.”, diz trecho da matéria.

Na época do evento, Kléber disse o seguinte: “Eu sabia o desafio que representava participar de um evento dessa natureza, em um terreiro. O espaço foi escolhido exatamente para ser um demarcador, para mostrar que somos contra a intolerância. Não fui lá para prestar um culto, mas para participar de um ato solidário. Quando a coisa foi para a mídia, tomou proporções muito grandes. Mas se você se propõe a ler essas coisas, você adoece. Não posso me propor a ler essas coisas aterradores, mas, para mim, é sintomático ver a reação negativa partindo de tantas pessoas.”

A matéria deixa nas entrelinhas, ao chamar Kleber Lucas de “potência do gospel” e “ídolo do pop”, citando sua famosa biografia no meio gospel, que os ataques a alguém de tal envergadura seria um erro, pois ele tem “história”.

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“Apesar de sua longa carreira, Lucas agora tem sido vítima de um boicote promovido por uma parte dos fiéis”, ressalta o texto.

E você, o que achou da atitude do cantor Kléber Lucas? Concorda com ele e a matéria da revista Veja ou não? Deixe sua opinião.

Assista o vídeo com a entrevista: