Da Redação JM Notícia

Programa de Governo foi apresentado nesta terça (14)

Equilibrar as contas públicas, combater a corrupção e acabar com os privilégios políticos. Essa foi a receita apresentada pelo presidente estadual do PSDB, senador Ataídes Oliveira, para reduzir os gastos públicos estaduais em cerca de R$ 750 milhões por ano e garantir recursos para a implementação de um projeto de crescimento econômico para o Tocantins.

As declarações foram dadas nesta terça-feira (14), durante apresentação do plano de governo de Carlos Amastha e Oswaldo Stival, que divide a chapa majoritária com Ataídes, candidato à reeleição.

“É preciso gastar menos e gastar certo. O que falta ao Tocantins hoje é um bom gestor”, resumiu o senador, ressaltando que Amastha já provou competência como administrador tanto no setor privado quanto na prefeitura de Palmas. Ele afirmou que o ex-prefeito garantiu que a redução de gastos públicos não será feita com o corte de servidores. Os 40 mil cargos públicos efetivos serão preservados e terão, inclusive, seus direitos ampliados, acrescentou o senador. “Mas o futuro governador com certeza vai cobrar resultados”, emendou.

Ao exemplificar as áreas em que haverá corte de despesas, Ataídes alfinetou: “gastar R$ 50 milhões com aluguel de carros e aviões não dá; gastar R$ 20 milhões com consultoria também tenho certeza de que Amastha não vai permitir; R$ 14 milhões com diárias, isso ele não vai deixar acontecer”.

VEJA TAMBÉM
Deputados do TO vão discutir desafios brasileiros em Conferência da Unale no RS

Corrupção

Fundamental, ainda, na opinião do candidato à reeleição ao Senado, é acabar com privilégios políticos e “com essa praga da corrupção, que tem número no Tocantins, é de 20% para frente (da receita corrente líquida)”. Uma das propostas do PSDB, apresentada numa Carta Compromisso que norteou a aliança com Amastha, é a criação de uma Central Única de Compras e Serviços, capaz de fechar as brechas para fraudes em compras de equipamentos, materiais e contratação de serviços.

Na área econômica, Ataídes defendeu a promoção de políticas de incentivo fiscal, de forma a atrair novos empresários para o Estado e fomentar o crescimento econômico, gerando mais emprego e renda para os tocantinenses. O senador também foi enfático ao defender que não pode haver aumento de impostos. “Eu vou é perturbar o governador para que ele baixe os impostos, para incentivar a produção e o consumo. Isso vai aumentar a receita do Estado”, argumentou.

Depois de elogiar o PG 40, o plano de governo de Amastha, o senador lembrou que ele próprio, o ex-prefeito e o candidato a vice, Oswaldo Stival, são três empresários bem sucedidos e que, juntos, vão fazer do Tocantins o Estado com maior crescimento econômico do país. “É isso que me fez estar ao lado de Amastha”, concluiu.

Cartões de crédito

VEJA TAMBÉM
Marta Ramos alerta sobre o desperdício de remédios na saúde pública

Amastha, Stival e Ataídes também apresentaram o plano de governo da chapa a empresários do setor comercial, na sede da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa). Na reunião, eles ressaltaram mais uma vez a necessidade de controlar as contas públicas e investir em políticas de incentivo fiscal para garantir o crescimento econômico do Tocantins.

Os resultados da CPI dos Cartões de Crédito, presidida por Ataídes no Senado Federal, foi outro tema da reunião. O senador ressaltou que a CPI conseguiu reduzir de 494% ao ano para 261% ao ano os juros do rotativo do cartão. “Temos confiança de que conseguiremos reduzir essa taxa ainda mais, para a casa de uns 90%”, ressaltou.

O senador recebeu apoio expressivo dos comerciantes ao detalhar dois dos projetos que apresentou recentemente no Senado. Um deles reduz de trinta para dois dias o prazo de recebimento das vendas feitas em cartões de crédito. O outro projeto acaba com a chamada trava bancária, segundo a qual os empresários só podem negociar a antecipação dos recebíveis das vendas em cartão com uma única instituição financeira.

“Essa exclusividade é absurda. O justo é que os empresários tenham plena liberdade para negociar seus recebíveis. Isso estimula a competição, reduz as taxas para o comércio e os preços para o consumidor final”, explicou.