Da Redação JM Notícia

Uma das obras expostas no Queermuseu

Ao ser aberta ao público no Rio de Janeiro, a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” voltou a gerar polêmica e a ser alvo de críticas por conta das obras de arte expostas que, para muitos, ferem a fé cristã além de fazer apologia a crimes sexuais como pedofilia e zoofilia.

Em uma palestra realizada na última terça-feira (21), o artista Wagner Schwartz (La Bête) e a comunicóloga Ivana Bentes responderam sobre as críticas que a amostra tem recebido atacando a fé: “O problema nem são as fake news, é a crença”, disse Ivana.

Defendendo a exposição, a comunicóloga declarou que as pessoas, por conta das suas crenças, já possuem uma ideia fixa sobre as obras expostas. “Assim, as imagens das obras, por exemplo, só reafirmam aquilo que ela já acha”, completou.

Seria essas crenças pessoas já formadas que levam as pessoas a enxergarem pedofilia, zoofilia e blasfêmia nos quadros.

Schwartz, o ator que apareceu nu na performance no MAM em São Paulo, também criticou a crença, se dirigindo para as igrejas. Se declarando de família evangélica, ele sugeriu a criação de uma CPI para investigar as igrejas evangélicas. “Estamos muito no papel de vítimas aqui. Por que a gente também não pede uma CPI ou uma investigação da polícia nos cultos?”

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Dado ao teor da sua apresentação, onde crianças foram estimuladas a tocar em seu corpo nu, Schwartz foi convidado a depor na CPI dos maus-tratos infantis, presidida pelo senador Magno Malta, que é evangélico.

Por essa ligação, os artistas não pouparam críticas à direita politica no país e ainda ironizaram o deputado Jair Bolsonaro (PSL), citando-o como “aquele dos 20% sem Lula”.