Da Redação JM Notícia

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (22) seis pessoas, entre elas o ex-governador Marcelo Miranda e o ex-procurador-geral de Justiça Clenan Renaut.

Todos são investigados pela Operação Convergência que apura o pagamento de propinas por meio de obras que não foram realizadas. As denúncias são de 2015 e as investigações começaram em 2017.

A Operação Convergência é uma continuação da Operação Ápia, que investigou fraude em contratos para obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica em várias rodovias estaduais no valor de R$ 750 milhões.

Os contratos investigados são da gestão anterior, de 2012 a 2014, e o relatório da Polícia Federal diz que quando Miranda assumiu, em 2015, restou mais de R$ 120 milhões para “gastar e pagar em razão das obras contratadas em anos anteriores a 2014”.

O Tribunal de Contas do Estado constatou que os pagamentos foram feitos e as obras não foram executadas e pediu cautela ao então governador. Mesmo assim, novos pagamentos foram autorizados.

O ex-procurador Clenan Renaut é investigado e, agora indiciado, por ter recomendado a realização de pagamentos das obras inacabadas. Após a recomendação, o governo repassou quase R$ 130 milhões para sete empresas.

O filho do ex-procurador, Renan Bezerra, foi superintendente de obras em 2014 e fazia fiscalização de parte dos contratos, entre eles os contratos que o próprio pai recomendou o pagamento.

As partes ainda não se manifestaram sobre a decisão da PF.

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