Da Redação JM Notícia 

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou, nesta quarta-feira, 5, Iury Italu Mendanha e Silas Barreiro Borges dos Santos como autores do homicídio de Patrícia Aline dos Santos, crime que ocorreu na noite de 8 de agosto deste ano, em Palmas, gerando grande repercussão.

Iury Mendanha, que manteve um breve e conturbado relacionamento com a vítima, foi denunciado por crime praticado com cinco qualificadoras: motivo torpe; emprego de meio cruel; dissimulação; emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima; e crime contra a mulher por razões do sexo feminino (feminicídio).

Silas Barreiro Borges dos Santos, que aderiu à prática do crime convencido por Iury Mendanha, foi denunciado por quatro qualificadoras: motivo torpe; dissimulação; emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

De acordo com a denúncia, a motivação torpe é configurada pelo sentimento de propriedade de Iury em relação à vítima, não tendo ele aceitado o fim do relacionamento, sendo que Silas dos Santos aderiu a tal motivo.

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Ainda é relatado que, de forma dissimulada, os denunciados foram à residência da vítima e convenceram-na a acompanhá-los, sob a falsa justificativa de que gostariam de conversar sobre uma possível reconciliação do casal. Ocorre que, ao chegarem em local ermo, nas proximidades da Quadra 107 Norte, Iury Mendanha atingiu a vítima com três disparos de arma de fogo, atingindo-lhe o crânio e o abdômen.

Segundo é descrito no laudo pericial, após sofrer os disparos que lhe atingiram o abdômen, Patrícia Aline dos Santos caiu e agarrou-se à vegetação do solo do local, agonizando, momento em que foi executada com disparos efetuados pelas costas da vítima.

O feminicídio fica caracterizado por existirem vastos documentos e depoimentos no inquérito que comprovam episódios de violência doméstica, menosprezo e discriminação de Iury Mendanha com relação à vítima por razões de sexo feminino.

A denúncia contra Iury Italu Mendanha e Silas Barreiro Borges dos Santos foi ajuizada pelo Promotor de Justiça Rogério Rodrigo Ferreira Mota.