Por Ricardo Costa – Jornalista

Paulo Mourão do PT e candidato ao Senado, Márlon e Irajá Abreu, também candidato ao Senado – Foto: Divulgação

Na eleição suplementar, o discurso de Márlon Reis, idealizador da Ficha Limpa, era o que mais ecoava pelo Estado, ainda que com poucos recursos e mão de obra escassa em sua campanha.

Nas redes sociais, um dos nomes mais falados era o de Márlon: “Ele pode surpreender… ele pode ganhar… Ele sim, é a nossa esperança de mudança para o Tocantins”. Terminadas as eleições, Márlon logrou êxito nas urnas e saiu “grande” do processo eleitoral com quase 56 mil votos.

Em entrevista na época aos veículos de comunicação, Reis afirmou: “Fizemos uma campanha histórica no Tocantins. Mostramos para a classe política tradicional que um candidato novo, sem fazer composições políticas que distorçam seus ideais e sua integridade, com apenas 8 segundos de tempo de TV e Rádio na propaganda eleitoral, sem os milhões de outras campanhas tem condição de concorrer em pé de igualdade numa eleição ao Governo do Estado”, declarou Márlon.

Com medo da ascensão de Márlon rumo ao Governo, ele foi convidado por um grupo político para ser deputado federal com todas as estruturas necessárias para ganhar a eleição. Ele recusou e afirmou que pensava no macro, pensava no Tocantins e não em projetos pessoais.

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No entanto, no meio do caminho, o novo se perdeu, fez alianças que julgava serem boas para chegar ao Governo do Tocantins e, com isso, esvaiu-se o seu discurso, isso mesmo, perdeu o que certamente poderia lhe conduzir para chegar ao Governo. O voto! O voto do eleitor tocantinense, que via em Márlon Reis uma esperança para conduzir o futuro do Estado.

ALIANÇA

Márlon se aliou com o PT. Isso mesmo! O partido do presidiário Luís Inácio Lula da Silva, e o PSD dos Abreus, pensando que os tempos de TV poderiam lhe ajudar a chegar ao Palácio Araguaia. Errado. Mesmo com o tempo de TV suficiente para levar sua mensagem, já não se vê mais a empolgação do eleitor com o nome do idealizar da Ficha Limpa, nos sites, nas redes sociais, nas ruas, nas Faculdades, nas igrejas etc.

Um jurista me disse: “Votei no Márlon, mas ele se aliou com essa classe aí… então não dá mais para votar nele, fiquei sem candidato”.

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Como diz aquele ditado popular: “Antes Só do que Mal Acompanhado”. A oportunidade passou.