Da Redação JM -Ricardo Costa

A partir de janeiro de 2019, os evangélicos do Tocantins, que representam mais de 350 mil cristãos no Estado, não terão nenhum representante legítimo da classe na Assembleia Legislativa, que de fato, atue em defesa dos princípios e valores que a igreja defende.

Por 16 anos, o deputado Eli Borges foi a referência do segmento na Assembleia Legislativa, e atuou firme em defesa de várias pautas, como a derrubada da implantação da ideologia de gênero nas escolas municipais do Tocantins, contra o aumento abusivo de impostos e a postura contra municípios que estavam dificultando o funcionamento de trabalhos religiosos, a exemplo de Araguaína e Miracema do Tocantins.

Vagas

De olho em uma vaga na Assembleia Legislativa, diversos candidatos evangélicos e convenções lançaram os seus nomes em campo e começaram a trabalhar os seus projetos convencionais.

Nomes como o do empresário Ygor Cortez, da AD Cadetins, pastor Delan, da AD Cadetins, pastor Wagner Enoque, da Igreja Quadrangular, Edinho Fernandes, da AD Madureira de Gurupi, Filipe Martins, da AD Madureira de Palmas, Hélio Santana, da AD Missão de Palmas, vereador JC da AD Madureira de Paraíso do Tocantins, Moisemar Marinho, foram alguns dos nomes que tentaram chegar à Assembleia Legislativa, mas não lograram êxito. O vereador Filipe Martins e Edinho Fernandes, ambos da mesma denominação, obtiveram votações expressivas, entretanto, ficaram na suplência.

O ex-vereador de Palmas, pastor João Campos chegou a ter o seu nome registrado em ata pelo AVANTE, como candidato a deputado estadual, no entanto, ele anunciou que não disputaria mais a vaga ao parlamento estadual.

Desabafo

Ao JM Notícia, um candidato que perdeu as eleições, afirmou que a maioria dos candidatos e até da própria liderança da igreja, só pensam em seu umbigo, e não na coletividade, ou no candidato que possui condições reais de ser eleito.

Segundo ele, enquanto os líderes não se unirem, irão continuar amargando derrotas nas urnas.

Vale ressaltar que as duas maiores convenções do Tocantins, CONEMAD-TO e CIADSETA possuem juntas mais de 100 mil evangélicos no Tocantins, mas, os candidatos apoiados por elas, não tiveram sucesso nas urnas. Felipe Martins, candidato da AD Madureira obteve 13.126 votos, já o candidato da CIADSETA saiu das urnas com menos de 5 mil votos, ou seja, 4.566. Comenta-se que a CIADSETA possui mais de 50 mil evangélicos no Tocantins.

Sem “voz”

Com a eleição de Eli Borges à Câmara dos Deputados e a não eleição de nenhum evangélico, pautas progressistas poderão avançar na Assembleia Legislativa a partir de 2019, e o que resta ao povo cristão do Tocantins é orar e refletir, refletir ou uma mudança de “postura” em favor da coletividade durante as eleições.

Unidade

Vale destacar neste momento, a atuação, a unidade, o mesmo sentimento, o mesmo projeto em torno do nome do deputado Eli Borges. Pela primeira vez na história do Tocantins, as Convenções CIADSETA, COIMADETINS, CADETINS, CONEMAD, Igrejas Batistas, Igrejas Deus é Amor, Igreja Mundial, Igreja Presbiteriana, Quadrangular e outras,  se uniram em torno de um único nome, é o resultado não poderia ter sido diferente. Foi a eleição de Eli Borges com quase 50 mil votos, o 4º quarto mais votado do Tocantins.

Daqui a dois anos, haverá eleições municipais… Aguardemos os resultados.

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