Da Redação JM Notícia

Vereador Milton Neris (PP)

Durante a sessão ordinária na Câmara Municipal de Palmas desta quarta-feira (17) alguns vereadores de Palmas subiram na tribuna para reclamar da Prefeitura referente a ações de fechamento de quiosques nas praias e praças da capital.

O vereador Milton Neris (PP) contou o caso de um comerciante que teve o quiosques queimado e construiu um segundo em um ponto mais para frente, mas teve seu empreendimento quebrado pela Prefeitura recentemente.

Questionando a permanência de Kariello Coelho como secretário de Desenvolvimento e Emprego da capital, Neris listou uma série de projetos da pasta que não foram bem-sucedidos.

“JK estacionamento rotativo, projeto dos quiosques que gerava emprego, agora com este decreto que impossibilita qualquer dono de quiosques de conseguir se manter, aumentou as taxas de iluminação, de lixo, o IPTU, distrito industrial… Onde este cara está levando um desenvolvimento econômico?”, questionou.

O vereador Folha Filho (PSD) acredita que se a prefeita Cinthia Ribeiro mantém Kariello no cargo é porque “ela compactua com tudo que ele faz” e declarou que a ação contra o secretário já está pronta para os vereadores assinarem e darem entrada pedindo sua saída da secretaria.

Milton Neris diz ainda que há empresários que são beneficiados pelo secretário, enquanto que outros são perseguidos politicamente. “Esse decreto tira todo mundo do mercado, porque vai gastar, 20 ou 30 mil reais. Que decreto é esse? Essa Casa precisa se posicionar e acabar com este decreto”, completou.

O decreto em questão é de número 1.656 que regulamenta a ocupação de áreas públicas para fins comerciais a exemplo dos quiosques e dos locais onde são comercializadas comidas de rua, como trailers, food-trucks, e os lugares que fazem parte do projeto Palmas Tradição, como os pontos de comidas típicas.

Folha Filho questionou as obras para completar a Praia da Graciosa, onde foram gastos mais de R$ 5 milhões para aprontar o espaço para o Réveillon, mas que faltam R$ 100 mil para finalizar as obras e então permitir que mais pessoas utilizem o espaço.

O presidente da Casa também questionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada pela Prefeitura de Palmas, dizendo que notou uma redução de 9% do orçamento para a cidade, de R$ 1,323 bilhão de 2018 para R$ 1,208 bilhão.

“Com relação às despesas, que fiz questão de analisar, a LDO de 2019 demonstra uma situação de crescimento que preocupa. As despesas com pessoal ultrapassam 52%. Aí já vem a preocupação de vários problemas como a data-base e a progressão de servidores. E poderemos ter que demitir servidores”, disse ele.

O vereador Filipe Fernandes (DC) também comentou o assunto dos quiosques, defendendo os trabalhadores palmenses que sustentam suas famílias. “Só os que não estão do lado do secretário estão sendo afetados, os que estão do lado do secretário continuam trabalhando mesmo estando de maneira irregular”, denunciou.

O vereador Gerson Alves (PSL) pediu aos seus pares para que passem a enviar para a Justiça todas as causas, para não ficarem apenas apresentando requerimentos. Ele cita que sua equipe foi mal recebida em uma secretaria e que ele vai enviar um advogado para resolver o caso.

O vereador Lúcio Campelo também se posicionou contra a Prefeitura, dizendo que o Executivo não está atendendo os vereadores e não está chamando a Câmara para debater problemas da sociedade. “É preciso manter uma relação harmoniosa”, disse ele. “Hoje, nem sequer ela senta com a gente para conversar”, reclama o vereador.

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