Uma das mulheres que acusou de estupro Brett Kavanaugh, indicado à Suprema Corte dos Estados Unidos pelo presidente do país, Donald Trump, reconheceu ter mentido para evitar que juiz fosse confirmado no cargo pelo Senado.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2) pela Comissão de Justiça do Senado americano.

Judy Munro-Leighton reivindicou a autoria de uma carta anônima, enviada em setembro à senadora democrata Kamala Harris, que faz parte da comissão, em que acusava Kavanaugh e outro homem de tê-la estuprada “várias vezes cada um” em um veículo.

A carta estava assinada sob o pseudônimo de “Jane Doe” e foi negada por Kavanaugh. Como as acusações eram pouco específicas, não receberam muita atenção dos senadores – que acabaram por confirmar a indicação do juiz, apesar de outras três denúncias.

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Católico, o juiz conservador de 53 anos se formou na Universidade de Yale, é conhecido por manter uma interpretação “originalista” da legislação – ou seja, decide de acordo com o que está disposto “na letra da lei” – e foi indicado por Trump para ocupar a vaga deixada por Anthony Kennedy.

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Ao Senado, ele negou os ataques sexuais e disse que sua confirmação à Suprema Corte virou “desgraça nacional”.

‘Só queria chamar a atenção’

Judy entrou em contato com a Comissão de Justiça do Senado no começo de outubro, reivindicou a autoria da carta enviada a Kamala, manteve o que escreveu e afirmou que “tinha muito medo” de que seus dados fossem revelados.

A identidade de Judy não foi divulgada na época.

Investigadores da comissão tentaram por várias vezes corroborar a denúncia. Ao questionar Judy na quinta-feira (1º), ela reconheceu que não conhecia Kavanaugh pessoalmente e disse que “só queria chamar a atenção” e que sua carta era uma “tática” para evitar a confirmação do juiz.

Com informações G1

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