O general Fernando Azevedo e Silva durante entrevista sobre a atuação das Forças Armadas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016 — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro(PSL) anunciou nesta terça-feira (13) que indicou para o cargo de ministro da Defesa o general da reserva Fernando Azevedo e Silva.

Bolsonaro confirmou a indicação por meio do Twitter logo após chegar a Brasília. O presidente eleito pousou na manhã desta terça na base área para uma nova rodada de conversas com autoridades.

Azevedo e Silva foi chefe do Estado-Maior do Exército e passou para a reserva neste ano. Atualmente, o general assessora o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

+ Magno Malta confirma: “Serei ministro sim”; General Mourão critica nomeação

Em nota divulgada no fim da manhã, Toffoli disse que foi consultado por Bolsonaro sobre Azevedo e Silva.

“Hoje pela manhã, fui consultado pelo Presidente eleito Jair Bolsonaro sobre a indicação de Fernando Azevedo e Silva e prontamente disse que seria uma excelente escolha”, afirmou o ministro.

Toffoli disse ainda que viu o anúncio com “muita alegria” e que a “larga experiência” de Azevedo e Silva “contribuirá para o fortalecimento da atuação das Forças Armadas, da segurança e da defesa no Brasil” (veja a íntegra da nota de Toffoli no final desta reportagem).

VEJA TAMBÉM
A bancada evangélica é importante para o Brasil, diz Bolsonaro

Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro

Com a escolha de um general, Bolsonaro mantém um oficial-general de quatro estrelas (topo da carreira) à frente do Ministério da Defesa. O atual ministro é o também general Joaquim Silva e Luna.

O presidente eleito chegou a anunciar o general Augusto Heleno para a Defesa, porém optou por colocar o militar no Gabinete de Segurança Institucional.

Ministros

O general é o sétimo ministro anunciado pelo futuro governo Bolsonaro. Até o momento, o presidente eleito já indicou:

  • Augusto Heleno (Segurança Institucional);
  • Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia);
  • Onyx Lorenzoni (Casa Civil);
  • Paulo Guedes (Economia);
  • Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública);
  • Tereza Cristina (Agricultura).

Na composição atual do governo existem 29 ministérios, e o presidente eleito já disse que pretende reduzir o número para 15.

Carreira

Azevedo e Silva nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se aspirante a oficial de Infantaria em 14 de dezembro de 1976. Chegou ao posto de general do Exército em 2014, e passou para a reserva em 2018.

Entre os postos que ocupou na carreira militar estão o de comandante militar do Leste e chefe do Estado-Maior do Exército. Ele ainda chefiou a Autoridade Pública Olímpica durante a gestão da presidente Dilma Rousseff.

VEJA TAMBÉM
Palestino ataca Bolsonaro após promessa de retirar embaixada palestina do Brasil

Neste ano, passou a assessorar o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Sua indicação foi atribuída ao atual comandante do Exército, general Eduardo Villa Bôas.

Azevedo e Silva foi contemporâneo de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde o presidente eleito concluiu o curso de formação em 1977, um ano depois de seu futuro ministro.

Azevedo e Silva, assim como Bolsonaro, tem formação de paraquedista.

O ministro exerceu funções de instrutor e serviu na Presidência da República e no Gabinete do Comandante do Exército, como chefe da assessoria parlamentar e como subchefe de gabinete.

No exterior, desempenhou a função de Chefe de Operações na Missão de Paz da ONU, no Haiti.

Já na posto de general, Azevedo e Silva comandou a Brigada de Infantaria Paraquedista e o Centro de Capacitação Física do Exército.