Da Redação JM

A declaração reúne 14 afirmações que passam por temas como inerrância das Escrituras, justiça, sexualidade e casamento, complementarismo, heresia, cultura e racismo. Foto: Reprodução

Pastores americanos, liderados por John MacArthur, se reuniram para elaborar a Declaração sobre a Justiça Social e o Evangelho, publicada no mês de setembro. O objetivo da carta é combater teorias sociológicas, psicológicas e políticas que atualmente permeiam nossa cultura e faz incursões na igreja de Cristo e esclarecer doutrinas e princípios éticos importantes prescritos na Palavra de Deus.

A declaração reúne 14 afirmações que passam por temas como inerrância das Escrituras, justiça, sexualidade e casamento, complementarismo, heresia, cultura e racismo.

No Brasil, nomes como Augustus Nicodemus  e Heber Campos Jr compartilharam em suas redes sociais a declaração como forma de apoio.

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Tom Ascol, um dos autores da declaração e pastor da Grace Baptist Church em Cape Coral, Florida, afirma que a declaração pretende “provocar o diálogo fraterno que só a unidade no evangelho pode promover”.

Leia agora a Declaração sobre a Justiça Social e o Evangelho

Considerando as teorias sociológicas, psicológicas e políticas que atualmente permeiam nossa cultura e faz incursões na igreja de Cristo, desejamos esclarecer certas doutrinas e princípios éticos importantes prescritos na Palavra de Deus. A clareza nessas questões irá fortalecer os crentes e as igrejas a resistirem às investidas de ensinos perigosos e falsos que ameaçam o evangelho, deturpam a Escritura e afastam as pessoas da graça de Deus em Jesus Cristo.

De modo específico, estamos profundamente preocupados que valores emprestados da cultura secular estejam atualmente comprometendo a Escritura em questões relacionadas a raça e etnia, masculinidade e feminilidade, e sexualidade humana. O ensino bíblico em cada um desses assuntos está sendo mudado sob a rubrica ampla e um pouco nebulosa da preocupação por “justiça social”. Se as doutrinas da Palavra de Deus não forem intransigentemente reafirmadas e defendidas nesses pontos, temos toda razão para esperarmos que tais ideias perigosas e tais valores morais corrompidos propagarão sua influência em outros campos das doutrinas e princípios bíblicos.

Submetemos essas afirmações e negações à consideração pública, sem qualquer pretensão de autoridade eclesiástica, mas com uma urgência que se mistura com uma profunda alegria e uma tristeza sincera. A rapidez com que essas ideias mortais têm se espalhado pela cultura em geral para dentro de igrejas e organizações cristãs — algumas delas evangélicas e reformadas, inclusive — faz com que a publicação da presente declaração seja necessária neste momento.

Durante o processo de exame dessas questões, fomos lembrados dos elementos essenciais da fé de uma vez por todas entregue aos santos, e estamos recomprometidos a lutar por ela. Temos um grande Senhor e Salvador e é um privilégio defender seu evangelho, independentemente do custo ou das consequências. Embora, entretanto, nos regozijemos em tal privilégio, lamentamos que, ao fazê-lo, sabemos que estamos tomando uma posição contrária às posições de alguns mestres que temos por muito tempo considerado líderes fiéis e confiáveis. Nossa oração mais sincera é que nossos irmãos e irmãs permaneçam firmes no evangelho e evitem ser levados de um lado para outro por toda tendência cultural que busca mover a Igreja de Cristo para fora do curso. Devemos permanecer firmes, estáticos, sempre abundantes na obra do Senhor.

O alerta do apóstolo Paulo aos colossenses é enormemente necessário hoje: “Tende cuidado para que ninguém vos tome por presa, por meio de filosofias e sutilezas vazias, segundo a tradição dos homens, conforme os espíritos elementares do mundo, e não de acordo com Cristo” (Colossenses 2.8). O documento abaixo é uma tentativa de dirigirmos nossa atenção a essa ordem apostólica. Convidamos outras pessoas que compartilham de nossas preocupações e convicções a se unirem conosco, reafirmando nosso compromisso inabalável com os ensinos da Palavra de Deus que estão articulados nesta declaração. Assim, para a glória de Deus entre sua Igreja e ao longo do século, oferecemos as seguintes afirmações e negações.

“Não se esqueça que foi a mão de Deus que o levou até onde está”, diz membro do Coalizão…

I. ESCRITURA

AFIRMAMOS que a Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada por Ele. Ela é inerrante, infalível e a autoridade final para determinar o que é verdadeiro (o que devemos crer) e o que é correto (como devemos viver). Todas as reivindicações da verdade e padrões éticos devem ser finalmente testados pela Palavra de Deus, que é somente a Escritura.

NEGAMOS que doutrina, caráter ou conduta cristã possam ser ditados por qualquer outra autoridade e negamos que as ideologias pós-modernas derivadas da interseccionalidade, feminismo radical  e teoria crítica de raça sejam consistentes com o ensino bíblico. Além disso, negamos que a competência para ensinar sobre qualquer questão bíblica venha de qualquer qualificação para pessoas espirituais, exceto a clara compreensão e simples comunicação do que é revelado nas Escrituras.

ESCRITURA: Gênesis 2:18-25; Salmos 19:7-10; 1Coríntios 2:14-15; Efésios 5:22-33; 2Timóteo 3:16-4:5; Hebreus 4:12; 13:4; 1Pedro 1:25; 2Pedro 1:19-21.


II. IMAGO DEI

AFIRMAMOS que Deus criou cada pessoa igualmente à sua própria imagem e semelhança. Como portadores da imagem divina, todas as pessoas têm inestimável valor e dignidade diante de Deus e merecem honra, respeito e proteção. Todos foram criados por Deus e para Ele.

NEGAMOS que os papéis dados por Deus, como condição socioeconômica, etnia, religião, sexo, condição física ou qualquer outra propriedade de uma pessoa, neguem ou contribuam para o valor desse indivíduo como portador da imagem de Deus.

ESCRITURA: Gênesis 1:26-30; 2:18-22; 9:6; 2Coríntios 5:17; Colossenses 1:21-22.


III. JUSTIÇA

AFIRMAMOS, visto ser Ele santo, bom e justo, que Deus requer daqueles que carregam sua imagem que vivam de modo justo neste mundo. Isso inclui demonstrar respeito adequado a cada pessoa e dar a cada um o que é devido a ele ou ela. Afirmamos que as sociedades devem estabelecer leis para corrigir as injustiças impostas pelo preconceito cultural.

NEGAMOS que a verdadeira justiça possa ser culturalmente definida ou que os padrões de justiça que sejam meramente construídos socialmente possam ser impostos com a mesma autoridade daqueles que são derivados das Escrituras. Além disso, negamos que os cristãos possam viver de modo justo no mundo sob quaisquer outros princípios além do padrão bíblico da justiça. O relativismo, os padrões socialmente construídos da verdade ou moralidade, as noções da virtude e vício em constante mudança não podem resultar em justiça autêntica.

ESCRITURA: Gênesis 18:19; Isaías 61:8; Miquéias 6:8; Mateus 5:17-19; Romanos 3:31.


IV. LEI DIVINA

AFIRMAMOS que a Lei de Deus, resumida nos dez mandamentos e, de modo mais sucinto, nos dois grandes mandamentos, como também manifestada em Jesus Cristo, é o único padrão de justiça imutável. A violação dessa Lei é o que constitui pecado.

NEGAMOS que qualquer obrigação que não se origine dos mandamentos de Deus possa ser legitimamente imposta aos cristãos como uma prescrição para a vida justa. Além disso, negamos a legitimidade de qualquer acusação de pecado ou chamado ao arrependimento que não se origine de uma violação dos mandamentos de Deus.

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ESCRITURA: Deuteronômio 10:4; Romanos 6:14, 10:5; Gálatas 2:16, 3:10, 12; Colossenses 2:14- 17; Hebreus 10:1.


V. PECADO

AFIRMAMOS que todas as pessoas estão ligadas a Adão, tanto natural quanto federalmente. Portanto, por causa do pecado original, todos nascem sob a maldição da Lei de Deus e todos quebram seus mandamentos através do pecado. Não há diferença na condição de pecador devido à idade, etnia ou sexo. Todos são depravados em todas as suas faculdades e permanecem condenados ante a Lei de Deus. Todos os relacionamentos, sistemas e instituições humanas foram afetados pelo pecado.

NEGAMOS que, além da ligação anteriormente declarada com Adão, qualquer pessoa é moralmente culpada pelo pecado de outra pessoa. Embora famílias, grupos e nações possam pecar coletivamente e culturas possam ser predispostas a determinados pecados, as gerações subsequentes compartilham a culpa coletiva de seus antepassados somente se aprovarem e adotarem (ou tentarem justificar) estes pecados. Diante de Deus, cada pessoa deve se arrepender e confessar seus próprios pecados afim de receber o perdão. Além disso, negamos que a etnia de alguém estabeleça qualquer ligação necessária a qualquer determinado pecado.

ESCRITURA: Gênesis 2:16, 17, 3:12,13-15; Provérbios 29:18; Isaías 25:7, 60:2-3; Jeremias 31:27-34; Ezequiel 18:1-9, 14-18; Mateus 23:29-36; Romanos 1:16-17, 3:23, 5:12, 10:14-17; 1Coríntios 15:3-11; 2Coríntios 11:3; Gálatas 1:6-9; Tito 1:12, 13; Apocalipse 13:8.


VI. EVANGELHO

AFIRMAMOS que o evangelho é a mensagem divinamente revelada sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo — em especial seu nascimento virginal, vida justa, sacrifício substitutivo, morte expiatória e ressurreição corporal — revelando quem ele é e o que ele fez ante a promessa de que salvará qualquer tipo de pessoa e todos que abandonarem o pecado pela confiança nele como Senhor.

NEGAMOS que qualquer outra coisa — sejam obras a serem realizadas ou opiniões a serem mantidas — possa ser acrescentada ao evangelho sem pervertê-lo em outro evangelho. Isso também significa que as implicações e aplicações do evangelho, tais como a obrigação de viver de maneira justa no mundo, embora legítimas e importantes em si mesmas, não são elementos de definição do evangelho.

ESCRITURA: Gênesis 3:15; Provérbios 29:18; Isaías 25:7, 60:2, 3; Romanos 1:16-17, 10:14,15,17; 1a Coríntios 15:1-11; Gálatas 1:6-9; Apocalipse 13:8.


VII. SALVAÇÃO

AFIRMAMOS que a salvação é concedida somente pela graça de Deus e recebida somente pela fé em Jesus Cristo. Todo crente está unido a Cristo, justificado diante de Deus e adotado em sua família. Assim, aos olhos de Deus, não há diferença em valor ou dignidade espiritual entre aqueles que estão em Cristo. Além disso, todos os que estão unidos a Cristo também estão unidos uns aos outros, independentemente da idade, etnia ou sexo. Todos os crentes estão sendo conformados à imagem de Cristo. Por meio da graça regeneradora e santificante, todos os crentes serão levados à glorificação final e ao estado de perfeição livre do pecado, no dia de Jesus Cristo.

NEGAMOS que a salvação pode ser recebida de qualquer outra maneira. Também negamos que a salvação torne qualquer cristão livre de todo pecado remanescente ou até mesmo imune a graves pecados nesta vida. Além disso, negamos que a etnia exclua alguém da compreensão do evangelho, e que a herança étnica ou cultural de alguém mitigue ou remova o dever de arrepender-se e crer.

ESCRITURA: Gênesis 3:15; Atos 20:32; Romanos 3-4; Efésios 2:8-9; Gálatas 3:28-29; 1a João 2:1-2.


VIII. A IGREJA

AFIRMAMOS que o papel principal da igreja é adorar a Deus através da pregação de sua Palavra, do ensino da sã doutrina, da observância do Batismo e da Ceia do Senhor, refutando aqueles que contradizem, equipando os santos e evangelizando os perdidos. Afirmamos que, quando o primado do Evangelho é mantido, ele frequentemente produz efeito positivo sobre a cultura e na qual várias mazelas sociais são atenuadas.

NEGAMOS que o ativismo político e social deve ser visto como componente integral do evangelho ou primário da missão da igreja. Embora os crentes possam e devam utilizar todos os meios lícitos que Deus providencialmente estabeleceu para produzir algum efeito nas leis da sociedade, negamos que essas atividades sejam evidências da fé salvadora ou constituam uma parte central da missão da igreja, dada a ela por Jesus Cristo, sua cabeça. Negamos que leis e decretos possuam qualquer poder inerente para mudar corações pecaminosos.

ESCRITURA: Mateus 28:16-20; Romanos 13:1-7; 1Timóteo 2:1-3; 2Timóteo 4:2; Tito 1:9; 1Pedro 2:13-17.


XIX. HERESIA

AFIRMAMOS que a heresia é uma negação ou desvio de uma doutrina essencial da fé cristã. Além disso, afirmamos que a heresia envolve frequentemente a substituição de verdades fundamentais e essenciais por vários conceitos variantes ou a elevação de itens não essenciais ao status de essencial. Abraçar a heresia é se afastar da fé que foi uma vez entregue aos santos e, assim, trilhar o caminho da destruição espiritual. Afirmamos que acusações de heresia devem ser reservadas para aqueles desvios da verdade cristã que destroem o sustentáculo das doutrinas do centro redentivo da Escritura. Afirmamos que as acusações de heresia devem ser acompanhadas de claras evidências de tais crenças destrutivas.

NEGAMOS que a acusação de heresia possa ser legitimamente trazida contra todo fracasso em se alcançar a perfeita conformidade a tudo que está implícito na fé sincera do evangelho.

ESCRITURA: João 14:6; Atos 4:12; Gálatas 1:6-9; 1João 4:1-3, 10, 14, 15; 5:1, 6-12.


XX. SEXUALIDADE E CASAMENTO

AFIRMAMOS que Deus criou o gênero humano como homem e mulher e que essa distinção divinamente determinada é boa, apropriada e deve ser celebrada. A masculinidade e a feminilidade são determinadas biologicamente na concepção e não estão sujeitas a mudança. A maldição do pecado resulta em afetos pecaminosos e desordenados que se manifesta em algumas pessoas, tal como a atração pelo mesmo sexo. A salvação concede poder santificador para renunciar tanto às afeições vergonhosas quanto pecaminosas e para mortificá-las pelo poder do Espírito. Além disso, afirmamos que o propósito de Deus para o casamento é que uma mulher e um homem vivam como uma só carne, pactualmente e com relacionamento sexual até serem separados pela morte. Aqueles que não têm o desejo ou condições para o casamento são chamados a servir a Deus no celibato e na castidade. Este é um chamado tão nobre quanto o casamento.

NEGAMOS que a sexualidade humana seja um conceito socialmente construído. Também negamos o termo “cristão gay” como uma categoria bíblica legítima. Além disso, negamos que qualquer espécie de parceria ou união possa ser apropriadamente chamada de casamento, exceto a de um homem e uma mulher em mútua aliança vitalícia. Além disso, negamos que as pessoas devam ser identificadas como “minorias sexuais” — o que serve como uma classificação cultural em vez de algo que honre o caráter portador da imagem da sexualidade humana como criada por Deus.

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ESCRITURA: Gênesis 1:26-27, 2:24, 4:1, 19:24-28; Mateus 19:3-6; Romanos 8:13; 1Coríntios 6:9-11; 1Timóteo 1:10; Judas 7.


XXI. COMPLEMENTARISMO

AFIRMAMOS que Deus criou a humanidade, macho e fêmea, com inerentes distinções biológicas e pessoais entre si e que essas diferenças criadas são boas, adequadas e belas. Embora não haja diferença entre homens e mulheres perante a Lei de Deus ou nestes como destinatários de sua graça salvadora, afirmamos que Deus designou homem e mulher com traços distintos e com a finalidade de cumprir propósitos distintos. Essas diferenças são mais claramente definidas no casamento e na igreja, mas não são irrelevantes em outras esferas da vida. No casamento, o marido deve guiar, amar e proteger sua esposa e a esposa deve respeitar e ser submissa a seu marido em todas as questões lícitas. Na igreja, somente homens qualificados devem liderar como pastores/presbíteros/bispos, pregar e ensinar toda a congregação. Além disso, afirmamos que a imagem de Deus é expressa de forma mais completa e bela na sociedade humana quando homens e mulheres andam em obediência às suas funções ordenadas por Deus e servem de acordo com os dons dados por Ele.

NEGAMOS que as diferenças ordenadas por Deus nos papéis de homens e mulheres depreciem a inerente dignidade espiritual ou o valor de um em detrimento do outro, nem essas diferenças de modo algum inibem tanto homens quanto mulheres de amadurecerem para glória de Deus.

ESCRITURA: Gênesis 1:26–28, 2:15-25, 3:1-24; Efésios 5:22-33; 1Coríntios 11:7-9; 1Timóteo 2:12-14; Tito 2.


XII. RAÇA / ETNIA

AFIRMAMOS que Deus fez todos os povos de um homem. Embora as pessoas possam às vezes ser distinguidas por diferentes etnias e nacionalidades, elas são ontologicamente iguais diante de Deus, tanto em criação quanto redenção. “Raça” não é uma categoria bíblica, mas sim uma construção social que frequentemente tem sido usada para classificar grupos de povos em termos de inferioridade e superioridade. Tudo o que é bom, honesto, justo e belo, nas várias origens e experiências étnicas pode ser celebrado como o fruto da graça de Deus. Todas as ações pecaminosas e seus resultados (incluindo os males perpetrados entre os grupos étnicos ou de um para com outro) devem ser confessados como pecaminosos, em arrependimento, e repudiados.

NEGAMOS que os cristãos devem segregar-se em grupos raciais ou considerar a identidade racial superior, ou mesmo igual, à sua identidade em Cristo. Negamos que quaisquer divisões entre grupos de pessoas (desde uma atitude não declarada de superioridade até um explícito espírito de ressentimento) tenham qualquer lugar legítimo na comunhão dos remidos. Rejeitamos qualquer ensino que encoraje os grupos sociais a se verem como opressores privilegiados ou vítimas autorizadas da opressão. Enquanto choramos com aqueles que choram, negamos que os sentimentos de ofensa ou opressão de alguém provem necessariamente que o outro é culpado de comportamentos pecaminosos, opressão ou preconceito.

ESCRITURA: Gênesis 1:26–28; Atos 17:24-26; 1Coríntios 13:4-7; 2Coríntios 12:16-18.


XIII. CULTURA

AFIRMAMOS que algumas culturas operam em pressupostos que são inerentemente melhores do que os de outras culturas devido às verdades bíblicas que informam as cosmovisões que produziram esses pressupostos distintos. Determinados elementos de uma cultura específica que refletem a revelação divina devem ser celebrados e promovidos, mas as várias culturas, além da que fomos chamados, têm características mundanas e pecaminosas e, por essa razão, essas características pecaminosas devem ser repudiadas para honra de Cristo. Afirmamos que quaisquer más influências às quais fomos submetidos através de nossa cultura podem, e devem, ser superadas por meio da conversão e do treinamento tanto da mente quanto do coração por meio da verdade bíblica.

NEGAMOS que indivíduos e subgrupos em qualquer cultura são incapazes, pela graça de Deus, de superar quaisquer defeitos morais ou deficiências espirituais que tenham sido engendradas ou encorajadas por suas respectivas culturas.

ESCRITURA: Romanos 1:18-32; Efésios 4:17-24; Colossenses 3:5-11.


XIV. RACISMO

AFIRMAMOS que o racismo é um pecado enraizado no orgulho e na maldade, que deve ser condenado e repudiado por todos os que honram a imagem de Deus em todos os homens. Tal pecado racial pode manifestar-se de modo sutil ou explicitamente por meio de animosidade ou vanglória racial. Tal preconceito ou injustiça contraria a verdade revelada de Deus e viola a lei de ouro do amor. Afirmamos que virtualmente todas as culturas, incluindo a nossa, às vezes contêm leis e sistemas que promovem atitudes e políticas racistas.

NEGAMOS que tratar as pessoas com parcialidade ou preconceito pecaminoso seja consistente com o cristianismo bíblico. Negamos que somente aqueles em posição de poder sejam capazes de racismo ou que indivíduos de quaisquer grupos étnicos sejam incapazes de praticar racismo. Negamos que o racismo sistêmico seja de alguma maneira compatível com os princípios centrais das convicções evangélicas históricas. Negamos que a Bíblia possa ser legitimamente usada para promover ou justificar injustiça, preconceito ou desprezo para com outras etnias. Negamos que o movimento evangélico tenha qualquer agenda deliberada para favorecer um grupo étnico e subjugar outro e negamos enfaticamente que palestras sobre questões sociais (ou ativismo visando à reforma da cultura de modo amplo) sejam tão vitais à vida e saúde da igreja quanto a pregação do evangelho e a exposição das Escrituras. Historicamente, tais questões tendem a se tornar distrações que inevitavelmente levam a desvios do evangelho.

ESCRITURA: Gênesis 1:26-27; Deuteronômio 10:17; Atos 10:34; Romanos 2:11; Efésios 6:9; Gálatas 3:28; Tiago 2:4.


APÊNDICE

Para uma análise mais detalhada sobre algumas das questões levantadas nesta declaração, recomendamos os dois seguintes documentos:


SIGNATÁRIOS INICIAIS

  • John MacArthur, Pastor, Grace Community Church
  • Voddie Baucham, VBM
  • Phil Johnson, Diretor Executivo da Grace to You
  • James White, Diretor da Alpha and Omega Ministries
  • Tom Ascol, Diretor Executivo do Founders Ministries, Grace Baptist Church, Pastor
  • Josh Buice, Pastor, Pray’s Mill Baptist Church, Diretor da G3 Conference
  • Justin Peters, Justin Peters Ministries / Kootenai Community Church
  • Tom Buck, Pastor Sênior, First Baptist Church Lindale
  • Jeremy Vuolo, Pastor, Grace Community Church of Laredo, Texas
  • Darrell Harrison, Rockdale Community Church (RCC)
  • Michael O’Fallon, Fundador e Presidente da Sovereign Nations
  • Anthony Mathenia, Pastor, Christ Church
  • Craig Mitchell, Presidente do Ethics and Political Economy Center

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