Da Redação JM Notícia 

Lixo hospitalar armazenado irregularmente em galpão do deputado Olyntho Neto

Segundo a Polícia Civil, o lixo hospitalar encontrado em um galpão de Araguaína pode ter saído de vários hospitais públicos do estado., entre eles os hospitais de Gurupi, Porto Nacional e Araguaína.

Nesta segunda-feira (12), a Justiça decretou a prisão do ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia de Oliveira, pai do deputado Olyntho Neto e um dos sócios da empresa contratada para coletar o lixo do Hospital Regional de Araguaína e que teria depositado o material no galpão. O ex-juiz já  é considerado foragido.

“Nós fizemos apreensão de algumas coisas. Então, tem material de Gurupi, de Porto Nacional, até agora que eu vi, e de Araguaína”, explicou o delegado Bruno Boaventura, responsável pela investigação.

Na semana passada, um galpão foi encontrado com quase 200 toneladas de lixo hospitalar armazenado de maneira irregular. No endereço deste  galpão estão cadastradas duas empresas no nome do deputado estadual Olyntho Neto.

Nesta segunda-feira (12) um caminhão com lixo hospitalar foi encontrado dentro do terreno do hotel de João Olinto Garcia de Oliveira. O veículo estava no nome da empresa Agromaster S/A, também registrada no nome do deputado estadual.

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Já o ex-juiz eleitoral João Olinto é apontado pela polícia como sócio da empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora LTDA, contratada sem licitação para coletar o lixo do Hospital Regional de Araguaína. Foram feitas buscas no hotel e no escritório dele, mas até o momento o homem ainda não foi encontrado pela polícia. A suspeita é que ele tenha fugido por uma mata.

As outras das sócias da empresa Sancil, Ludmila Andrade de Paula e Waldireny de Souza Martins, também tiveram as prisões decretadas. Eles são suspeitos de crime ambiental e associação criminosa.

Na semana passada, fiscais do meio ambiente e a Defesa Civil municipal interditaram o depósito clandestino depois que encontraram seringas, ampolas de remédio e curativos. “Há um potencial risco de contaminação pela quantidade de materiais diversos que se encontram nesse local”, explicou o engenheiro João Guilherme Almeida.