Da Redação JM Notícia

O presidente eleito Jair Bolsonaro ofereceu condições diferentes para que os médicos cubanos continuem trabalhando no Brasil e o governo de Cuba não aceitou a proposta, resolvendo cancelar o programa.

A decisão foi anunciada por Bolsonaro em suas redes sociais. “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”.

O programa Mais Médicos, firmado entre o governo de Dilma Rousseff, trazia médicos cubanos para trabalhar no Brasil. Além de não poderem trazer suas famílias, os profissionais não ficam com a totalidade de seus salários, pois boa parte era dada ao governo cubano.

“Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável!”, escreveu Bolsonaro.

Das 18.240 vagas do programa Mais Médicos, 8.332 estão sendo ocupadas por médicos cubanos. As regiões que Norte e Nordeste sofrerão com a saída desses profissionais.

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Em um comunicado, o Ministério da Saúde declarou que fará um edital para contratar novos médicos. “A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubano”, diz a nota.