Paulo César detalha que R$ 50 milhões foram enviados ao Itaú. Foto: Reprodução

A Caixa Econômica Federal fez uma aplicação de recursos do Instituto de Previdência de Palmas (Previpalmas) de R$ 8 milhões mediante uma autorização telefônica, sem autorização via ofício. O gerente da Caixa Econômica Federal Paulo César Gonçalves da Silva argumentou que houve a necessidade de uma aplicação rápida, pois o fundo fechava para aplicação naquele dia. “Esse recurso não saiu da Caixa, foi tirado de um fundo para aplicar em outro fundo, tão igualmente seguro. Mas essa ação fugiu do padrão e a Caixa já está buscando corrigi-la”, justificou.

O gerente foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Previpalmas da Câmara Municipal de Palmas, em sessão realizada na noite de ontem, na Capital. Os vereadores questionaram porque a autorização para fazer a aplicação foi do ex-diretor de Investimentos Fábio Martins e não do presidente do Previpalmas.

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Paulo César respondeu que entrou em contato com Martins porque ele era a pessoa que detinha conhecimento técnico para analisar a aplicação. “Ele poderia ter me dito que não tinha autorização, mas não disse, pelo contrário autorizou a aplicação”, disse. Martins, na oitiva realizada na última quarta-feira, quando perguntando sobre essa aplicação de R$ 8 milhões autorizada por ele via telefone, respondeu não se lembrar.

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Transferências

Paulo César explicou que todas as transações financeiras relativas ao Previpalmas foram feitas após envio de ofício ou boletim pelo órgão à instituição financeira. Sobre os recursos retirados da Caixa para aplicações no Tercon e na Icla Trust, um total de R$ 50 milhões, ele informou que foram transferidos para o banco Itaú, mas não saberia detalhar as aplicações.

Questionado sobre as transferências terem duas e não três assinaturas, conforme norma do Previpalmas, Paulo César explicou que a regra estabelecida entre a Caixa e o Previpalmas é que as duas assinaturas – do presidente do Previpalmas e do secretário municipal de Finanças – eram suficientes para autorizar as transferências. Perguntado se a Caixa poderia exigir as três assinaturas, Paulo César frisou que bastaria o Previpalmas pedir que assim fosse exigido. “Mas quando cheguei naquela agência não havia nenhum documento nesse sentido e no período que estive, não recebi essa.

O outro ouvido foi gerente de Negócios, Olivier Leal Pires, que pouco falou, mas frisou aos vereadores que a Caixa seguiu as determinações do Previpalmas e não poderia impedir ou avaliar as aplicações no Tercon e na Icla Trust, pois não era parte dos fundos da Caixa.

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Com informações JTo