Da Redação JM Notícia

Após André Portilho assumir presidência da Câmara de Lajeado, processo envolvendo o ex-prefeito Júnior Bandeira desaparece; vereadora registra B.O

A presidente afastada da Câmara Municipal de Lajeado-TO, vereadora Leidiane Mota Sousa (PSD), registrou Boletim de Ocorrência nesta quarta-feira (21), na Central de Atendimento da Polícia Civil de Miracema, denunciando um suposto desaparecimento de um  processo legislativo que trata das prestações de contas do ex-prefeito Júnior Bandeira, aliado do presidente interino André Portilho (PRP).

No Boletim, a vereadora afirma que André Portilho mandou que um chaveiro abrisse as portas do gabinete da presidência, sem ao menos entrar em contato com a presidente afastada para solicitar as chaves. Ao entrar no recinto, o presidente interino teria levado os processos que estavam em poder da presidente afastada Leidiane Mota.

Nesta quarta-feira (21), a vereadora retomou as atividades parlamentares, se reuniu com os demais vereadores e solicitou que todos a acompanhassem em sua sala para a verificação dos processos que ela havia deixado no local.

No entanto, foi constatado, segundo B.O, que alguns processos não estavam lá, e que alguns documentos pessoais haviam desaparecido. Porém, quando questionado, André Portilho afirmou que esses processos não se encontravam ali na ocasião.

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Ao JM Notícia, a vereadora afirmou que não recebeu nenhuma ligação do vereador André Portilho: “ Ele tirou os processos do gabinete da presidência e levou para a sala dele. Ele levou todas as caixas, e  tinha uma caixa que tinha um processo legislativo e alguns documentos pessoais[…] e tinha um processo legislativo que estava tramitando aqui na Casa de apreciação das contas do ex-gestor Júnior Bandeira”.

A vereadora ressaltou ainda que André Portilho foi eleito ao lado do ex-prefeito Júnior Bandeira.

André Portilho rebate

Ao JM Notícia, a assessoria do presidente interino André Portilho afirmou que o acesso ao gabinete da presidência foi via chaveiro, no entanto, que todos os processos que foram levados da presidência foram devidamente acompanhados por testemunhas e filmados.

Segundo informado pela assessoria do presidente interino, o documento que trata das prestações de contas de Júnior Bandeira, teria sido devolvido pela assessoria da vereadora nesta sexta-feira (23). Porém, a vereadora nega, veementemente, que tenha devolvido o processo.

Defesa

Ao JM Notícia, a vereadora Leidiane Mota disse acolher o pedido da justiça, mas que as acusações são infundadas, pois em nenhum momento colocou-se contrária aos trabalhos de investigação pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

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Mota conta que estava em tratamento médico quando da decisão do judiciário, mas que mesmo assim havia deixado a chave do gabinete da presidência com sua assessoria que posteriormente havia repassado ao esposo da parlamentar, tendo em vista que no primeiro momento ao oferecem-na ao vereador André Portilho (PRP), este disse não ser necessário.

ENTENDA:

No último dia 12 de novembro, o juiz da 1ª Escrivania Cível de Tocantínia, Alan Ide Ribeiro da Silva, determinou o afastamento da vereadora Leidiane Mota Sousa (PSD) da presidência da Câmara de Lajeado.

A sentença acolheu pedido liminar do vice-presidente da Casa de Leis, André Portilho (PRP), e dos também parlamentares Walber Ferreira Pajeú (PSDC) e Edilson Gonçalves (PTB).

Segundo a determinação judicial, o pedido de afastamento feito pelos vereadores é devido às supostas dificuldades impostas por Leidiane Mota aos trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tem a intenção de investigá-la. A presidente estaria negando acesso a documentos importantes para apuração e deslinde das denúncias, argumentam os autores da ação.