Para o Ministério Público Eleitoral, Carlesse e Wanderlei cometeram prática de abuso de poder político e econômico na Eleição Suplementar

O Governador do Tocantins, Mauro Carlesse e o vice-Wanderlei Barbosa (PHS), foram intimados pela desembargadora Ângela Prudente, corregedora Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Tocantins, para apresentarem as conclusões finais em um prazo de dois dias, em processo que pede a cassação de seus mandatos referente eleição suplementar deste ano.

Na eleição suplementar que se deu após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), Mauro Carlesse (PHS) foi eleito com 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). .

Após esse prazo, que encerra hoje, conforme a assessoria de comunicação do TRE-TO, a relatora pedirá para que a ação seja incluída na pauta de julgamento do Pleno.

O procurador regional Eleitoral, Álvaro Manzano, pede a cassação dos mandatos de Carlesse e Wanderlei, mais a declaração de inelegibilidade dos dois por oito anos. O Ministério Público Eleitoral também solicita que a ex-presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Roberta Castro, fique inelegível por oito anos. A posição do MP Eleitoral é referente a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE ajuizada pelo o senador Vicentinho Alves (PR) ainda na Eleição Suplementar, que em outubro desistiu do processo, mas a procuradoria eleitoral assumiu a ação.

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Acusação

Para o Ministério Público Eleitoral, Carlesse e Wanderlei cometeram prática de abuso de poder político e econômico na Eleição Suplementar. Os dois teriam comprado apoio político através da liberação de emendas parlamentares e assinatura de convênios com prefeitos municipais para liberação de recursos para realização de festas, shows e eventos. Sendo apontado como prova empenhos no valor de R$ 7,9 milhões para emendas parlamentares e convênios.

Para a defesa de Carlesse, Wanderlei e Roberta, as provas nos autos não deixaram margem a dúvidas de que não houve qualquer ilícito. Refutando qualquer prática de abuso de poder político e econômico. Por isso, estariam confiantes que o pleno do TRE-TO julgaria improcedente a AIJE.

O advogado Juvenal Klayber, que defende o governador, disse que ele será inocentado no TRE-TO. “Respeitamos o parecer da PRE, mas as provas dos autos não deixam margem a dúvidas de que não houve qualquer ilícito. Confiamos que o Colegiado do TRE julgará improcedente a Aije”, disse Klayber ao JTo.

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Com informações JTo