Da Redação JM

A sede do governo do Tocantins foi alvo de busca e apreensão na manhã da última sexta-feira (7) durante a Operação Catarse, da Polícia Civil

O Governo do Tocantins anunciou que fará um recadastramento de todos os servidores do poder executivo após a operação da Polícia Civil que investiga a existência de mais de 300 funcionários fantasmas na Secretaria-Geral de Governo. O Palácio Araguaia informou que o trabalho vai começar nesta semana. Além disso, informou ainda em nota que no início de janeiro vai continuar com a redução no quadro de pessoas: “Uma nova redução neste quantitativo será implementada após o término da vedação eleitoral, em 31 de dezembro.”

A sede do governo do Tocantins foi alvo de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (7) durante a Operação Catarse, da Polícia Civil. A investigação começou depois que a Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Araguaína recebeu denúncias de duas mulheres da cidade que seriam funcionárias fantasma. Uma delas estuda medicina no Paraguai e mesmo assim estava recebendo todos os meses.

O governo de Mauro Carlesse (PHS) diz que quer obter informações atualizadas sobre o local de trabalho e as atividades desenvolvidas por cada servidor com o recadastramento. A gestão afirma que tem extinguido cargos desde que assumiu a gestão.

O delegado José Anchieta informou que pediu informações sobre os funcionários lotados na superintendência de Administração e Finanças da Secretaria Geral de Governo, mas não recebeu resposta. “Essa primeira requisição foi ignorada e a segunda foi negada com informação de que esses dados seriam encaminhados para Procuradoria-geral do Estado, para que esta analisasse”, explicou.

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“Foi verificado hoje no local que alguns documentos aparentavam estar sendo confeccionados naquele momento. Inclusive, o de uma das investigadas de Araguaína, estava em cima de uma mesa, não estava em um arquivo, com a impressão de que estava sendo confeccionado naquela hora”, afirmou Anchieta.

O delegado informou a equipe ficou surpresa com a discrepância dos números e será preciso analisar os documentos mês a mês. Para isso, uma força-tarefa deve ser montada com delegacias de Palmas, Araguaína e Gurupi.

Nota do governo sobre o caso

O Governo do Estado do Tocantins reitera que a ação da Polícia Civil, com autorização judicial, desencadeada nesta sexta-feira, 7, vem colaborar com o trabalho que já vinha sendo feito pelo Executivo Estadual na busca pelo equilíbrio das contas públicas e diminuição de gastos com pessoal.

Ao assumir o Governo, a atual gestão encontrou na então Secretaria de Governo e Articulação Política, um total de 1.040 servidores. Atualmente,a pasta conta com 608 servidores e a redução se deu com a extinção de cargos em comissão visando a redução de despesas. O Governo do Estado informa também que os servidores da Secretaria-Geral de Governo (SGG) prestam serviço nas dependências do Palácio Araguaia, na manutenção da Praça dos Girassóis, no Hangar do Estado, na estrutura do Governo no Parque Estadual do Cantão e no Escritório de Representação em Brasília.

Na atualidade, dos 608 servidores da Secretaria-Geral de Governo, 326 são contratos temporários, 153 ocupam cargos comissionados e outros 129 são efetivos. Uma nova redução neste quantitativo será implementada após o término da vedação eleitoral, em 31 de dezembro. Em 1º janeiro, quando se dará o início da próxima gestão, será implantada a nova estrutura administrativa, mais enxuta e adequada à realidade financeira do Tocantins.

Em relação aos servidores das demais pastas e dando continuidade ao trabalho de reestruturação do Governo, a partir da próxima semana, terá início o recadastramento de todos os servidores do Poder Executivo. A medida possibilitará à gestão, obter informações atualizadas sobre o local de trabalho e as atividades desenvolvidas por cada servidor.

Com informações G1

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