O político, que já estava no comando da cidade de forma interina, recebeu 58,95% dos votos válidos. Foto: Reprodução

Aos 29 anos, Radilson Pereira Lima (PSC) foi eleito prefeito de Sandolândia neste domingo (9). Ele recebeu 1439 votos (58,95%) e ficou em primeiro lugar na disputa contra o candidato Sérgio Murilo Cavalcanti (Solidariedade). A votação começou às 8h e terminou às 17h. A eleição suplementar foi realizada porque a chapa eleita em 2016 e liderada por Silvinha Pereira da Silva (PR) foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Na época da cassação, Radilson era presidente da Câmara de Vereadores e assumiu a gestão interinamente. Agora, comandará a cidade até 31 de dezembro de 2020.

Radilson é contador e nasceu em Araguaçu. Ele foi eleito duas vezes vereador da cidade e declarou à Justiça Eleitoral R$ 135 mil em bens. O político é casado e disputa a prefeitura pela primeira vez.

O candidato da oposição Sérgio Murilo (Solidariedade) recebeu 1002 votos (41,05%). Ele tem 47 anos, é produtor agropecuário e nasceu em Piracanjuba (GO). É a primeira vez que disputou um cargo público, de acordo com os registros do TRE. O candidato declarou R$ 223 mil em bens.

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Cinco vezes nas urnas

Após os dois turnos da eleição suplementar para governador e os dois turnos das eleições gerais em outubro, os sandolandenses foram às urnas pela quinta vez para escolher o novo prefeito da cidade.

Segundo o juiz eleitoral Fabiano Gonçalves Marques, as eleições ocorreram de forma tranquila. “Teve uma quantidade boa de eleitores que vieram votar, a abstenção foi pequena considerando as últimas estatísticas das eleições anteriores e ocorreu bem. Tivemos algumas intercorrências, algumas prisões por supostos crimes eleitorais, boca de urna e transporte ilegal de eleitores”.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 540 eleitores deixaram de votar, o que corresponde a 17,8% do eleitorado. Foram registrados 16 votos brancos e 37 nulos.

Entenda

De acordo com a Justiça Eleitoral, a prefeita e o vice-prefeito teriam utilizado cerca de R$ 90 mil, durante a campanha eleitoral de 2016, sem a devida comprovação legal. Além disso, omitiram o registro de despesas com combustível, no valor de R$ 1.110,00.

O TRE entendeu que a campanha da chapa foi financiada com recursos de origem não identificada, o que é considerado captação ilícita.

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Com informações G1