Da Redação

No sábado, 15 de dezembro, milhares de pessoas participaram da 2ª Marcha Nacional contra a ideologia de gênero nas escolas em toda a Argentina. A manifestação aconteceu em diferentes cidades do país, como Buenos Aires, Mendoza, Córdoba, Salta, Bahía Blanca, Santiago del Estero, entre outras. O evento foi organizado pelo grupo de pais ‘Con Mis Hijos No Te Metas Argentina’ (‘Não se meta com meus filhos’).

Na Argentina, existe a Lei de Educação Sexual Integral (ESI) desde outubro de 2006. Entretanto, após o rechaço à legalização do aborto pelo Senado da Argentina, as pressões para implementar uma educação sexual nas escolas foram aumentando com o pretexto de evitar gravidezes indesejadas, abortos clandestinos, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

Embora o debate sobre a reforma da ESI não prosperou, o Conselho Federal de Educação da Argentina elaborou o Decreto nº 340, a fim de aplicar a Lei ESI “em todos os níveis e modalidades educativas” de modo obrigatório para todas as províncias.

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O decreto exige abordar “sem exceção” cinco eixos conceituais nos diferentes níveis escolares, que são: “Cuidar do corpo e da saúde, valorizar a afetividade, garantir a equidade de gênero, respeitar a diversidade e exercer os nossos direitos”.

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“Salta é uma trincheira de valores, por isso dizemos sim à vida, à família e não à ideologia de gênero, que acreditamos que está contra a soberania nacional. Eles querem que fiquemos pobres e endividados”, disse o deputado Andrés Suriani ao jornal ‘El Tribuno’ depois de participar da marcha nesta cidade.

“Queremos uma educação sexual em valores, respeitando a lei natural e a família como célula básica para incluir na sociedade e poder a todos, respeitando que é necessário ter valores humanos. A ideologia é perniciosa, divide o homem e a mulher e somos complementares”, explicou o legislador.

Por outro lado e segundo informações do jornal ‘El Liberal’, os organizadores da marcha em Santiago del Estero indicaram que querem “proteger e defender os nossos filhos dos ensinamentos que prejudicam a sua inocência e a sua identidade sexual como foi comprovado em todo o país, porque se aplica com doutrinação e perversões e cheia de ideologia de gênero”.

Em Mendoza, o deputado Gustavo Majstruk, indicou que “precisamos continuar lutando a fim de que as nossas escolas não eliminem os valores que suas famílias ensinam. E porque precisamos de políticos que nos representem”.

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Os organizadores, conta o jornal mdz, explicaram que a marcha “foi uma nova manifestação pacífica a fim de que nos manifestemos em favor das duas vidas, da família e pedindo por uma educação sem ideologia de gênero”.

Em Buenos Aires, os participantes se reuniram no “Familiazo” em frente ao Congresso Nacional para expressar sua firme defesa da família e sua condenação à ideologia de gênero, uma abordagem que considera o sexo como algo que tem uma origem sociocultural e não natural ou biológica.

A primeira marcha nacional contra a ideologia de gênero foi realizada em 28 de outubro, na Argentina.

Com informações ACI