Polícia Civil pediu prisão de deputado estadual no Tocantins; TJ se manifesta

A Polícia Civil do Estado do Tocantins havia pedido a prisão cautelar do deputado estadual Valdemar Júnior (MDB), para que o parlamentar fosse preso de forma cautelar nesta segunda-feira (07) durante a realização da 5ª fase da Operação Catarse. A ação foi ajuizada no Tribunal de Justiça, fórum competente para ação.

No entanto, a desembargadora Etelvina Sampaio, negou o pedido da Polícia Civil e autorizou apenas os mandados cumpridos na manhã desta segunda-feira (07), com a apreensão de um celular do deputado Valdemar Júnior e outro da ex-esposa.

Flavilene Maria, ex-esposa do parlamentar é apontada como a segunda pessoa em um suposto esquema de recebimento de parte dos salários pagos a servidores “fantasmas” do gabinete do deputado na Assembleia Legislativa. Os servidores não desempenhavam função pública e devolviam parte do que recebiam para outros servidores que atuavam como “coletores”, cita a magistrada.

Deputado Estadual teve o pedido de prisão negado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins:  “bons antecedentes “

Pelo menos três com essa função de coleta são identificados na decisão, que aponta o repasse dos valores coletados para a ex-esposa do parlamentar e cita depósitos bancários para ela no total de R$ 2 mil.

Segundo a Polícia, em citação pela desembargadora na decisão, o deputado instruiu a ex-esposa a destruir provas e atuou para escondê-la “atentando assim contra a instrução criminal e contra a garantia da aplicação da lei penal”.

A desembargadora cita ainda que a Polícia monitorou o celular de Flavilene e descobriu que ela viajou para Santa Maria (RS) dia 19 de dezembro, quando houve a quarta fase da Catarse que prendeu o chefe de gabinete do deputado, Dional Vieira e mais dois servidores.

Segundo a decisão, os policiais também citaram que o deputado tinha um plano de fuga para a ex-esposa, mas a desembargadora entendeu que o deputado queria trazê-la de volta. Para a magistrada a Polícia não deixa clara a atitude do parlamentar em determinar que Flavilene destrua provas. Também cita como motivo para a negativa da prisão, bons antecedentes dele, além de ter residência fixa, ocupação lítica e réu primário, sem condenação em nenhum processo criminal.

Por fim, a desembargadora destaca que a Polícia não demonstrou que prisão de Valdemar serviria para a aplicação da lei ou favorecer a instrução do processo “já que não há demonstração de que uma ou outra esteja ameaçadas”.

Polícia Civil realiza operação em endereços ligados ao deputado Valdemar Júnior

Com informações Jornal do Tocantins