Da redação JM

A morte de um dos maiores teólogos protestantes do Brasil, o petropolitano Alessandro Rodrigues Rocha, de 45 anos, que morreu na tarde deste sábado (26), gerou uma comoção no meio acadêmico. Alessandro sofreu um acidente de carro na BR-356, na altura da Pedra Santa Maria, e não resistiu.

Segundo informações, ele seguia do Rio de Janeiro para o Espírito Santo, quando o carro que dirigia capotou. A passageira que estava com ele foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital São Paulo.

Professor Alessandro vinha se destacando nos últimos anos como um dos mais promissores teólogos do Brasil com dezenas de publicações como Razão e Experiência; Filosofia, Religião e Pós-modernidade dentre outras.

Nas redes sociais a comoção foi grande. Amigos e alunos de diversas partes do país lamentaram a fatalidade e se solidarizaram com a família: “Lamentável a morte precoce e trágica do teólogo e escritor Alessandro Rocha. Para aqueles que acompanhavam sua produção acadêmica, um prodígio em ascensão”.

O atual pastor da Igreja Batista de Itaipava, Márcio Simão, foi aluno e amigo de Alessandro e lembrou com pesar: “Ele me incentivou sempre a prosseguir questionando a vida, os textos teológicos e sagrados e até Deus, pois me ensinou que fé e dúvida são irmãs na caminhada, que ‘uma fé que pode ser perdida, deve ser perdida a fim de que a fé verdadeira possa nascer e crescer‘”.

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Vida

Alessandro Rodrigues era teólogo, escritor, poeta e professor. Foi pastor auxiliar da Primeira e da Segunda Igreja Batista de Petrópolis e pastor titular da Igreja Batista de Itaipava, até meados de 2018.

Graduado em Teologia pelo STBSB, graduação em Bacharel em Teologia pelo CES/JF, graduação em Filosofia pela UCP, especialista em Ciências da Religião pela UGF, especialista em Educação pela PUC-Minas, mestrado em Teologia pelo STBSB, mestrado em Humanidades, Culturas e Artes pela UNIGRANRIO, doutorado em Teologia pela PUC-Rio, pós-doutorado em Letras pela PUC-Rio, pós-doutorado em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa. Atualmente era diretor do Instituto Interdisciplinar de Leitura da PUC-Rio, professor da graduação e da pós-graduação da Faculdade Unida.

O corpo foi enterrado dia 27 no Cemitério Municipal de Petrópolis, no Centro.

Com informações Tribuna de Petrópolis