Da redação JM

A Igreja Católica identificou os nomes de mais de 300 padres acusados de pedofilia nas últimas seis décadas no Texas, nos Estados Unidos. Essas revelações são as mais recentes desde que a instituição prometeu mais transparência sobre casos de abuso sexual infantil envolvendo o clero.

Em San Antonio, Houston e Dallas, principais cidades do estado, 57, 42 e 31 nomes de religiosos foram listados respectivamente. Alguns deles aparecem repetidos em várias listas.

As 15 dioceses do Texas tinham prometido em outubro passado divulgar essa extensa lista, que data dos anos 1950. Porém, há casos recentes: dois padres em Houston e um em San Antonio, que ainda está sendo investigado.

Todos os padres acusados morreram ou foram removidos do clero, de acordo com as autoridades da igreja.

“Os bispos do Texas decidiram divulgar os nomes desses sacerdotes neste momento, porque é o certo e o justo para oferecer a cura e a esperança para aqueles que sofreram”, disse o Cardeal Daniel DiNardo, da Diocese de Galveston-Houston.

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“Em nome de todos aqueles que ainda não o fizeram, ofereço minhas sinceras desculpas”, disse DiNardo.

Califórnia

Na Califórnia, um escritório de advogados Jeff Anderson & Associates apresentou novos nomes que, segundo eles, foram omitidos pelas autoridades eclesiásticas da cidade de San Bernardino. Enquanto a lista da diocese mencionou 35 padres pedófilos, o escritório apresentou seu próprio relatório, que aponta 84 padres.

Segundo os advogados, os nomes que completam o relatório estavam nos arquivos da diocese de San Diego, que pertenciam San Bernardino e Riverside antes de 1978, bem como as informações recolhidas a partir de relatórios de imprensa, relatórios de outras dioceses e outras ações.

O relatório afirma que pelo menos sete dos 84 padres foram de San Bernardino para o México, incluindo o padre Fidencio Silva-Flores, que abusou de Manuel Vega, um policial aposentado que tem uma ação contra o Vaticano.

Outros casos

A Igreja vem enfrentando meses de escândalos, com revelações de abusos disfarçados pela hierarquia em todo o mundo, principalmente no Chile, na Austrália e nos Estados Unidos — onde o cardeal Theodore McCarrick renunciou acusado de abusar sexualmente de um adolescente nos anos 70.

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