Justiça faz Record ficar contra a Igreja Universal; entenda

A ação foi aberta no ano de 2004, e foi causada após a exibição, pela Record, de diversos programas considerados ofensivos à história de religiões africanas.

Da redação JM

Uma novela que durou 15 anos chegou ao fim. Por meio da Record News, de propriedade do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record será obrigada a exibir quatro programas sobre religiões de origem africana.

A ação foi aberta no ano de 2004, e foi causada após a exibição, pela Record, de diversos programas considerados ofensivos à história de religiões africanas.

A ação envolveu a emissora aberta e a extinta Rede Mulher, que pertencia ao Grupo Record. Entre as ofensas estavam quadros como Mistérios, Sessão de Descarrego e Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios. A informação é da colunista Cristina Padiglione, do jornal Agora São Paulo.

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A ação foi impetrada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab).

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No processo, a reivindicação era que a reparação fosse feita dentro da programação, e não da Record News, um canal de notícias e de alcance muito inferior à emissora principal. Procurada, a Record não se manifestou.