Da redação JM – Ricardo Costa

Pastores, presidentes de convenções evangélicas do estado, líderes cristãos comunitários de várias partes do Tocantins foram às redes sociais repudiar a decisão do CEE de incluir nas escolas infantis o ensino da ideologia de gênero.

pastor Carlos Roberto, coordenador da Igreja Casa da Bênção no Tocantins e ex-presidente da OMEP, disse que a resolução do CEE “abre uma brecha” para que os educadores que defendem a ideologia de gênero possam assim “fazê-la”.

O pastor sugere ainda que o Governo retire da resolução os termos que tratam da ideologia de gênero, para que “então a gente possa ter segurança de que as nossas crianças estarão apreendendo na escola português, matemática, ciência, deixando para a família essa educação sexual, que também é necessária, pois entendemos que na escola isso toma um nível que foge daquilo que é necessário”.

Missionário Carlos Roberto, coordenador da Igreja Casa da Bênção no Tocantins. Foto: Reprodução

O administrador e presbítero da AD Missão Mundial em Palmas, Junior Silva, presidente do Núcleo Ebenézer em Palmas (Nabe), chamou a atenção de outros líderes do estado para se manifestarem em repúdio à resolução do CEE.

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Junior Silva, líder da ONG cristã Nabe e presbítero da AD Missão Mundial em Palmas. Foto: Reprodução

Nossa luta é contra toda e qualquer ensinamento de ideologia de gênero, principalmente contra nas escolas para as crianças. Vamos deixar nosso protesto contra a decisão desse governo que na caladinha quer colocar esse tema que somos totalmente contra”, disse Silva.

Para o pastor da Ciadseta, Ismael Oliveira, as “comunidades evangélica, católica e demais famílias tocantinense, foram terrivelmente bombardeadas pela ação do Governo em relação a ideologia de gênero nas escolas!”

Pastor Ismael Oliveira da AD Ciadseta no Tocantins. Foto: Reprodução

O pastor disse esperar que o Governo tomasse uma decisão correta rever esse ato, pois ele é “repugnante, vergonhoso, retrógrado, prejudicial, decadente, e todos os demais adjetivos negativos que possa expressar o mal que esse ato carrega consigo.

O vereador evangélico de Colmeia, Baixim da Tecsat também lamentou a resolução do CEE, o que chamou de “um retrocesso para a nossa nação, para o nosso Tocantins. Também pede que o Governo reveja o ato, pois considera um “ato de infelicidade e desrespeito pelo princípio cristão e da família, uma decisão que desagrada não só a Deus mais quase a totalidade dos pais de família.

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Vereador evangélico de Colmeia, Baixim da Tecsat. Foto: Reprodução

Ricardo Costa, jornalista e obreiro da AD Madureira no Tocantins, responsável pelo alerta da inclusão da ideologia de gênero na currículo escolar infantil do estado, lamentou a publicação da resolução, mas confia que o Governo Estadual se posicionará definitivamente e “varrerá de uma vez por toda quaisquer tentativas dessa temática ser lecionada para nossas crianças.

Ricardo Costa espera que o Estado se manifeste em definitivo e evite que essa temática seja incluída no currículo escolar do Tocantins. Foto: Reprodução

A publicação do documento pelo CEE foi alvo de críticas nas Câmaras Municipais de Palmas, AraguaínaGurupi e Paraíso do Tocantins, além de um posicionamento crítico do deputado federal Eli Borges.

Recuo

Após a ampla repercussão gerada pela publicação da Resolução nº 235, do Conselho de Educação do Tocantins, que inclui a ideologia de gênero no plano de ensino escolar da educação infantil e fundamental do estado, a Secretária de Educação, professora Adriana Aguiar, enviou explicando que Resolução do CEE será avaliada em 30 dias.