Da redação JM

O diretor técnico do Hospital de Referência de Porto Nacional (HRPN), Astério Souza Magalhães Filho, comunicou nesta quinta-feira, 28, que o pronto socorro do hospital será fechado a partir desta sexta-feira, 1º de março, por tempo indeterminado, devido à falta de médicos. De acordo com o comunicado, os médicos contratados pediram a extinção do contrato no final de janeiro e, após cumprimento de aviso prévio e sem propostas de melhorias pelo governo, decidiram rescindir os contratos.

Conforme o documento assinado por Magalhães Filho, o Hospital recebeu um ofício dos médicos que atuam no pronto socorro de que poderiam rescindir os contratos “em face da inadequada conversão da jornada de trabalho em regime de plantão” regulamentada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

É que pelas regras de contratação temporária no Tocantins, fixadas pela Medida Provisório Nº 3, de 1º de fevereiro deste ano, para que o servidor em contrato temporário pedisse a extinção do contrato a iniciativa do contratado deve ser avisar com antecedência mínima de 30 dias.

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Além disso, o diretor frisa que realizou “incansáveis tentativas de acordo” entre a SES e os médicos contratados, porém, não foram eficientes. Com isso, a direção não pode fazer escalas de plantões devido a falta de médicos para preencher as lacunas e isso dificulta o bom funcionamento da unidade.

O pronto socorro do Hospital possui apenas um médico concursado e é referência para outros 15 municípios. Além disso, o diretor decidiu pelo fechamento do pronto socorro por ter, em outras alas, pelo menos 60 pacientes internados que precisam de cuidados contínuos.

Esclarecimento

Em nota de esclarecimento, os médicos explicaram que a situação foi apontada primeiramente no dia 28 de janeiro em reunião com corpo clínico, direção geral e representantes do governo. Na ocasião, os profissionais discutiram sobre “aumento do número de plantões e salários defasados”, em discordância com medida provisória do próprio governo que fixa salários de médicos entre R$ 10 e R$ 15 mil.

Os médicos chegaram a elaborar um documento pedindo pelas mudanças e informando que, se nada fosse solucionado em 30 dias, os médicos cumpririam aviso prévio em fevereiro e efetivariam suas demissões em 1º de março. “Todos estavam cientes da situação”, diz trecho da nota.

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Confira a nota:

COMUNICADO – FECHAMENTO DO HRPN

Com informações JTo