Da redação JM

“Eu não sabia nem se seria eleita, creio que nenhum humano pode imaginar receber 2 milhões de votos”, afirma a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) sobre a votação que a elegeu para uma cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) – ela é deputada de SP mais votada desde pelo menos a redemocratização.

Católica fervorosa, Janaina acredita que “Deus deve ter algo muito grande para eu fazer”. Apesar disso, ela ainda não sabe o que é, mas acredita que está no caminho certo. “Saberei no momento certo. É muito voto para uma pessoa só.”

Referências religiosas são constantes nos discursos, postagens nas redes sociais e entrevistas de Janaina. Seu clássico “discurso da cobra”, feito em um ato pelo impeachment no Largo São Francisco, em São Paulo, é um exemplo disso. Bastante exaltada e girando uma bandeira do Brasil sobre a cabeça, Janaina fez inúmeras referências religiosas para explicar a importância do processo.

A fala viralizou nas redes sociais e a repercussão “assustou” a deputada, mas não fez com que ela mudasse seu jeito espontâneo, passional e autêntico de falar em público. No lançamento de sua candidatura à presidência da Alesp em fevereiro, por exemplo, chorou pelo menos duas vezes enquanto ouvia discursos de colegas elogiosos a si. Na hora de falar, em diversos momentos subiu o tom de voz e crispou a postura, com olhos bem abertos e fala emocionada.

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Apesar da religiosidade arraigada – em seu perfil no Twitter, aparece junto a uma imagem de Cristo – Janaina não se vê como “xiita”. Acredita no estado laico e no respeito e convivência pacífica entre todas as religiões. Isto posto, alfineta a esquerda. “Não pode haver imposição, nem de uma religião em especial, nem do ateísmo, como vinha ocorrendo nos últimos anos.”