Da redação

Polícia faz busca e apreensão na sede do Naturatins em Palmas — Foto: Reprodução/Lucas Ferreira

Funcionários públicos do Instituto Natureza do Tocantins (Naturantins) são alvos de uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta sexta-feira (22), em cidades da região norte do Tocantins. A suspeita é de que os servidores tenham um escritório particular onde oferecem serviços para regularizar propriedades rurais autuadas pelo próprio órgão.

De acordo com o delegado Thiago Bustorff os funcionários se aproveitam das informações que eles têm dentro do Naturatins para atender donos de propriedades rurais da região que foram multados ou tiveram atividades embargadas.

“Valendo-se de informações privilegiadas que tinham dentro do órgão, na condição de servidores públicos, buscavam os fazendeiros após as multas e ofereciam a eles o serviço através dessa pessoa jurídica para desembargar a obra. Toda aplicação da multa vinha acompanhada de um embargo da propriedade rural e com isso os fazendeiros ficavam impedidos de realizar qualquer comercialização, qualquer atividade na sua propriedade”, explicou o delegado.

O delegado informou ainda que cada desembargo custava de R$ 3 mil a R$ 6 mil para os proprietários de fazendas.

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Ao todo serão cumpridos 8 mandados de prisão temporária para quatro funcionários do Naturatins, além de fazendeiros e pessoas que trabalhavam na empresa que oferecia o serviço. Também serão cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.

“Alguns documentos foi possível verificar que os fazendeiros, quando precisavam tirar alguma licença ambiental, qualquer que seja, é exigida uma documentação. Então o que eles faziam? Cobravam valores, esse documento era emitido sem as formalidades legais, sem a documentação necessária a fim de facilitar o trâmite para eles, que às vezes precisam dessas documentações para obtenção, por exemplo de financiamentos bancários”, destacou o delegado.

A operação é realizada em Araguatins, Axixá, Augustinópolis, Buriti e Palmas.

Os suspeitos podem responder por associação criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e falsidade ideológica.

Com informações G1