Da redação JM

O pastor e deputado federal por São Paulo, Marco Feliciano (Podemos), utilizou o Twitter na manhã deste domingo (24.mar.2019) para fazer uma oração pelo país e aproveitou para pedir ao presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da Câmara, Rodrigo Maia, que possam se entender “pelo bem do Brasil que a cada dia morre 1 pouco“.

Ele aproveitou para também citar o pastor Silas Malafaia e o professor Olavo de Carvalho.

Feliciano afirma que a mistura do “ímpeto” de Bolsonaro, a “articulação” de Maia, a “” de Malafaia e a “sabedoria” de Carvalho devem permanecer unidos em 1 só propósito, pois “podem criar o inimaginável“.

Conflitos

No último sábado (23.mar), Maia voltou a atacar o governo de Bolsonaro. O demista disse que o presidente não deveria “terceirizar a articulação política” com o Congresso.

Para ele, Bolsonaro está tentando transferir para os chefes da Câmara e do Senado a responsabilidade que, segundo Maia, deveria ser do presidente da República.

“Quer dizer, transfere para o presidente da Câmara e para o presidente do Senado uma responsabilidade que é dele. Fica transferindo e criticando: ‘Ah, a velha política está me pressionando, estão me pressionando’. Ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política”, disse ao chegar para reunião do PPS, em Brasília.

Segundo Maia, o Brasil quer construir 1 ambiente novo. “Ele [Bolsonaro] foi eleito para isso, ele precisa colocar alguma coisa no lugar”, afirmou.

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O congressista acha que, quando voltar da viagem que está fazendo ao Chile, Bolsonaro deveria conversar pessoalmente com os partidos que apoiam a reforma da Previdência.

Maia atacou Moro

Na 4ª feira (20.mar), Maia criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “Eu acho que ele conhece pouco política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente [Jair] Bolsonaro. Então o presidente Bolsonaro tem que dialogar comigo. Ele [Moro] não é presidente da República, não foi eleito para isso”, disse.

Na 6ª feira (22.mar), Maia disse, em entrevista à TV Globo, que o presidente “precisa ter mais tempo para cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no último sábado, o presidente da Câmara chamou a gestão bolsonarista de 1 “deserto de ideias”.

Na visão de Maia, a crise no relacionamento entre os poderes Executivo e Legislativo nesta semana foi criada pelo próprio governo.

“Do meu ponto de vista, ela não devia nem ter sido criada, mas ela foi criada pelo entorno do governo. Para mim já acabou, já falei o que eu tinha para falar. Agora, eu quero focar naquilo que eu acredito que é fundamental, que é mudar o Brasil, reorganizar o Estado brasileiro para que o Estado brasileiro deixe de servir a poucas corporações públicas e privadas e passe a servir a sociedade brasileira”, disse.

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Malafaia x Olavo

Nesta semana, Olavo de Carvalho atacou nas redes sociais outro aliado do presidente. Em sua conta oficial no Twitter, citou Malafaia, que teria criticado a ideia de que Olavo teria mais peso na vitória do militar do que os evangélicos.

A troca de farpas começou após Malafaia reagir à declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior preocupam a gestão de seu pai por serem “uma vergonha” para o país.

Com informações Poder 360