Por Wagner Hertzog

No Mali, no último sábado(23/03), 110 cristãos foram assassinados por jihadistas. Foto: Reprodução

O cristianismo hoje é a religião mais perseguida que existe. Provavelmente sempre foi. No entanto, não há dúvida nenhuma de que o cristianismo passa pelo período de maior perseguição de toda a história, sendo hoje a crença religiosa mais hostilizada do globo terrestre, proscrita em aproximadamente cinquenta países. Cristo avisou que isso aconteceria no período que chamou de últimos dias, a terminação do sistema de coisas. “Sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa de vossa lealdade a mim.” (Mateus 24:9).

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Consoante a este fato, o desprezo pela vida humana – especialmente quando crenças ou ideologias políticas totalitárias estão lutando arduamente para tornarem-se supremas e soberanas em um determinado território, sociedade ou país, como é o caso da China, por exemplo – fica evidente quando centenas de cristãos são brutalmente assassinados em decorrência de suas crenças religiosas, mas absolutamente ninguém na mídia mainstream nacional e internacional – e é importante enfatizar, absolutamente ninguém–, dá importância a este fato, que, além de relevante, é da mais urgente gravidade. Nas raras ocasiões em que o genocídio de cristãos é mencionado, fatos são deliberadamente distorcidos para que a culpa pelos massacres e chacinas não recaia sobre os agressores – os muçulmanos. Também é normal omitir a religião das vítimas. Definitivamente, nunca encontramos em publicação alguma a palavra cristofobia. A palavra islamofobia, por outro lado, entrou para o vernáculo cotidiano.

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Isto acontece porque parcela significativa da mídia global é progressista, e o progressismo é um virulento opositor do cristianismo. Como uma filosofia política que carrega os valores beligerantes de Satanás, o Diabo, nem poderia ser diferente. É óbvio que o cristianismo estará sempre na mira desta agressiva e maledicente ideologia.

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Hoje, os cristãos nigerianos são vítimas de genocídio, sendo brutalmente massacrados às mãos de tribos jihadistas, que estão executando uma verdadeira campanha de limpeza étnica no território. O objetivo dos extremistas é eliminar os cristãos da região. A parte mais deplorável da tragédia, no entanto, é que a maioria das vítimas são mulheres e crianças. Em sua ensandecida, brutal e virulenta sede de sangue, os bárbaros muçulmanos não poupam nem mesmo a vida de crianças frágeis, indefesas e inocentes. Desde o início de 2018, calcula-se que mais de seis mil cristãos tenham sido assassinados. As comunidades cristãs na Nigéria – tanto católicas quanto protestantes – estão unidas em protestos realizados para chamar a atenção das autoridades políticas para a tragédia; o governo, no entanto, se mantém completamente omisso e negligente, não oferecendo o menor auxílio para os refugiados e perseguidos. Sua displicência criminosa mostra de que lado eles estão.

A mídia insiste em ignorar sistematicamente as agressões que cristãos sofrem diariamente. Dos 50 países que mais perseguem cristãos, 33 são países de maioria muçulmana. Hoje, no mínimo 245 milhões de cristãos vivem em território hostil ao cristianismo.Ásia e África, sem dúvida nenhuma,são os piores continentes para os praticantes do cristianismo. Pouquíssimos países são tolerantes. Na verdade, ser um cristão praticante nestas regiões é um verdadeiro ato de fé. Em abril de 2015, 148 cristãos foram brutalmente assassinados por extremistas jihadistas em uma universidade no Quênia. No próximo mês, este nefasto e deplorável massacre completará quatro anos. Não obstante, não vemos referência alguma sobre o mesmo na mídia.

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Nigéria, Birmânia e China lideram a lista dos países que atualmente mais perseguem cristãos. A China, como sabemos, lançou-se em uma brutal campanha para erradicar todas as religiões do seu território. Recentemente, o governo passou a oferecer recompensas em dinheiro – que podem chegar a US$ 1.500 – para quem denunciar parentes ou amigos cristãos. Para chineses pobres, que enfrentam privações e necessidades terríveis, uma quantia moderadamente elevada como esta, sem dúvida nenhuma, pode ser uma grande tentação. O governo faz isto deliberadamente, sabendo que uma oferta destas causará conflitos, discórdias e dissenções entre as pessoas.

No Mali, no último sábado, 110 cristãos foram assassinados por jihadistas, em uma região que sofre com a violência crônica de extremistas muçulmanos. A mídia mainstream, previsivelmente, omitiu a religião das vítimas.

A despeito do que aconteça, a fé em Cristo Jesus e no Pai Celestial deve nos acompanhar, não importam as circunstâncias. Lembremo-nos sempre das palavras de Jesus em João 16:33: “No mundo, tereis aflição. Mas, coragem! Eu venci o mundo.”