Vice-líder do SD na Câmara, deputado Eli Borges (TO). Foto: Cleia Viana – Agência Câmara

O deputado Eli Borges (TO), vice-líder do SD na Câmara dos Deputados, usou a tribuna para se manifestar, pela primeira vez, sobre a reforma da Previdência. Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que, mesmo tendo apoiado Bolsonaro na eleição, vai buscar uma posição de coerência e responsabilidade com os brasileiros na análise da PEC 06/2019.

“De um lado desta tribuna, alguém faz a crítica pela crítica; de outro lado da tribuna, outros fazem a defesa pela defesa. A verdade é que existe um terceiro grupo de deputados, do qual eu faço parte, que, ainda calado, está analisando a profundidade dessa proposta, para estabelecer um viés de coerência, de equilíbrio entre o clamor da sociedade e a economia de nosso país”, disse.

Eli Borges afirmou que, apesar de ser forte o debate sobre a idade mínima, pretende examinar a matéria com profundidade e “votar de acordo com minha visão”. “O Brasil do Sul não é igual ao Brasil do Norte. Nós temos que estabelecer um critério de coerência nesse quesito. Aqui está a história da professora, está a história do policial, está a história dos produtores rurais, etc.”, observou.

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“Quando eu estreei aqui, nesta tribuna, eu deixei muito claro que eu não vim aqui nem para ser Lulinha, nem Bolsonarinho”, assinalou o parlamentar.

Para o deputado, outro ponto controverso da reforma e a desconstitucionalização de normas da Previdência Social. “Esse é um jogo de esperto. Eu saio de 300 e tantos votos para 250 e poucos votos”, alertou Borges, referindo-se ao perigo que representa a possibilidade das regras sobre benefícios previdenciários passarem a ser estabelecidas por lei complementar.

“Nós temos também que fazer um tempero muito bom nesse caldo para não prejudicarmos a sociedade, caso tenhamos necessidade de demandar e de votar esse assunto no futuro”, observou. Com informações A Hora do Povo