Redação JM Notícia

 

Um general da reserva do Distrito Federal e outras seis pessoas de Goiás e São Paulo foram alvos de uma operação da Polícia Federal a pedido do Supremo Tribunal Federal. A decisão do ministro Alexandre de Moraes ordena busca e apreensão nas casas dos investigados e também o bloqueio das redes sociais.

“Determino, ainda, o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, WhatsApp, Twitter e Instagram desses mesmos investigados”, diz trecho da decisão de Moraes que foi divulgada pela imprensa.

A medida é resultado de uma investigação instaurada a pedido do presidente da Corte, ministro Dias Toffolli, em 14 de março. O objetivo desse inquérito, relatado por Moraes, é apurar notícias falsas, denunciações caluniosas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”.

Essa não é a primeira vez que uma operação secreta investiga críticos do STF. Em 21 de março polícias militares, civis e um delegado federal participam de buscas em endereços em Alagoas e São Paulo procurando por internautas que criticavam os ministros do STF nas redes sociais.

 

Ditadura do STF

Na segunda-feira (15) outra decisão do STF gerou polêmica: a censura da capa da revista Crusoé. A reportagem principal da edição desta semana trazia uma reportagem sobre o presidente Dias Toffoli ser o “amigo do amigo de meu pai” descrito entre os e-mails trocados por Marcelo Odebrecht. O “amigo de meu pai” se referia ao ex-presidente Lula e, Dias Toffoli é amigo do petista.

Para o senador Lasier Martins (Pode-RS), a decisão do STF de censurar a revista e também o site O Antagonista é “estarrecedora”. “É de estarrecer o que está acontecendo: estamos diante de uma nova ditadura no Brasil, que é a ditadura do STF”, declarou.