Da redação JM

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se juntou a outros líderes mundiais para condenar uma série de ataques a igrejas e hotéis no Sri Lanka, que deixaram 290 mortos e mais de 600 feridos.

“Em nome dos cidadãos de Israel, expresso meu profundo pesar pelas vítimas de ataques assassinos contra pessoas inocentes no Sri Lanka”, disse Netanyahu em tuíte em hebraico. “Israel está pronto para ajudar as autoridades no Sri Lanka neste momento difícil. O mundo inteiro deve se unir na luta contra a praga do terrorismo”.

O presidente do Congresso Judaico Mundial, Ronald Lauder, chamou os ataques de “hediondo ultraje a pessoas inocentes”. “Judeus do mundo – na verdade, todas as pessoas civilizadas – denunciam esse ultraje hediondo e fazem um apelo por tolerância zero contra os que usam o terror para promover seus objetivos”, disse ele em comunicado. “Este ataque extremamente bárbaro a fieis pacíficos em um dos dias mais sagrados do calendário cristão serve como um doloroso lembrete de que a guerra contra o terror deve estar no topo da agenda internacional e ser perseguida implacavelmente”.

O presidente Jair Bolsonaro também condenou os ataques: “Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

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O Papa Francisco condenou a “cruel violência” do massacre deste domingo de Páscoa, o derramamento de sangue e a violência política que aflige muitas partes do mundo.

A Igreja Católica na Terra Santa também condenou os ataques. “Rezamos pela alma das vítimas e por uma rápida recuperação dos feridos; pedimos a Deus para inspirar os terroristas a se arrependerem pelos assassinatos e atos de terror”, disse a Igreja em declaração divulgada em Jerusalém. “Também expressamos nossa solidariedade a todo o povo do Sri Lanka de todas as religiões e etnias”.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, condenou os ataques como “devastadores” e referiu-se ao tiroteio de 15 de março em duas mesquitas da cidade neozelandesa de Christchurch, das quais 50 morreram.

“A Nova Zelândia condena todos os atos de terrorismo e nossa determinação passou a ser fortalecida após o ataque em nosso solo”, disse Ardern. “A Nova Zelândia rejeita todas as formas de extremismo e defende a liberdade de religião e o direito de orar com segurança”.

Em mensagem no Twitter, primeira-ministra britânica Teresa May chamou os ataques de “profundamente chocantes” .
O chefe da Comissão Executiva da União Européia, Jean-Claude Juncker, disse que soube dos atentados “com horror e tristeza”.

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O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier escreveu em uma mensagem ao seu homólogo do Sri Lanka afirmando que estava “chocado e horrorizado” com os “ataques terroristas covardes”. O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, escreveu no Twitter que estava “profundamente abalado e preocupado com os ataques terroristas cruéis”.

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou os ataques como “cruéis”. Em telegrama de condolências enviado ao seu homólogo do Sri Lanka, o líder russo disse que Moscou continua sendo “um parceiro confiável do Sri Lanka na luta contra o terrorismo internacional”.

Autores

O Estado Islâmico divulgou um comunicado divulgado pela agência de notícias Amaq, ligada aos terroristas, reivindicando a autoria.

“Os autores do ataque eram soldados do Estado Islâmico e tinham como alvo cidadãos de países de coalizão liderados pelos EUA e cristãos no Sri Lanka”, diz o texto.