Da redação

“Não podemos ficar na dependência da inércia de um governo com relação ao povo da nossa Capital. São 300 mil habitantes dependendo hoje de Porto Nacional”, enfatizou.

O vereador Lúcio Campelo (PR) chamou atenção do Governo do Estado, deputados e demais vereadores em sessão nesta terça-feira, 23, na Câmara de Palmas, para a atual situação da ponte de Porto Nacional, interditada desde fevereiro por problemas em sua estrutura. Segundo o parlamentar, a inviabilização da travessia tem causado muitos transtornos. “Não podemos ficar na dependência da inércia de um governo com relação ao povo da nossa Capital. São 300 mil habitantes dependendo hoje de Porto Nacional”, enfatizou.

Lúcio informou reflexão sobre a importância da ponte após precisar passar pela travessia por meio de balsa – único meio após a interdição. “Quis arriscar nesse feriado e precisei usar a balsa. Fiquei quatro horas para atravessar e àquilo me fez refletir sobre a importância que a ponte tem para Palmas”, contou.

Motim

Na visão do vereador Lúcio, a inviabilização da ponte afeta diretamente o palmense. Segundo ele, se Porto Nacional tomar determinadas decisões, comprometerá consideravelmente a vida de muitos. “Já imaginou se Porto Nacional tomar a decisão de não permitir passagem de carros para Palmas? E se o povo de Porto Nacional se rebelar e for ali para Luzimangues, que também é Porto Nacional, e criar um motim e travar a passagem? Inviabiliza a vida da nossa Capital”, alertou Campelo.

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Solução/ Reforma

A decisão de interditar a ponte sobre o Rio Tocantins foi tomada, segundo o governo, por precaução até que os serviços topográficos sejam finalizados. No entanto, a demora em apresentar documentação tem preocupado o vereador Lúcio. “Estou aqui questionando cadê o laudo que diz que a ponte não comporta passar carros com 30 toneladas? Ela estava tendo um tráfego direto com carros abaixo de 30 toneladas. Por que fecharam a ponte? Cadê o laudo que diz que a ponte não pode ser aproveitada?”, questionou.

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Lúcio avalia a possibilidade de recuperação. Na sua visão, o Governo tem condições técnicas e financeiras para tal, dentro de seis meses. “Ao invés de buscar 160, 200 milhões, o qual propõe o governo, vamos reformar a ponte de Porto Nacional. Vamos gastar 20, 30 milhões que ele tem em caixa e vamos solucionar o problema dentro de seis meses”, sugeriu.

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Ação conjunta

O vereador Lúcio Campelo também defende ação conjunta. Segundo ele, os representantes das duas cidades precisam ser mais atuantes. “Temos na Assembleia deputados moradores de Palmas e deputados moradores de Porto, mas não vimos esses deputados levantarem bandeira junto ao governo para solucionar o problema de forma eficaz. Também quero chamar atenção dos deputados federais, independente de cor partidária, de ser a favor ou contra o governo. Está em questão buscar solução para a ponte de Porto Nacional”, pediu.