Da redação

Estudantes fizeram protesto em escola de Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Cerca de 100 alunos da Escola Frederico Jose Pedreira Neto, no centro de Palmas, fizeram um protesto na manhã desta sexta-feira (26) na porta da unidade. Com cartazes, apitos e gritos eles chamaram atenção de quem passava pela avenida para cobram melhores condições na unidade.

Os cartazes mostravam fotos do teto do laboratório caindo e carteiras quebradas dentro das salas de aula, além de oficios enviados para a Secretaria de Educação pedindo melhorias. A unidade tem aparelhos de ar condicionado embalados que nunca foram instalados.

Quando chove o pátio e algumas salas ficam cheios de água. Além disso, prédio também acumula focos do mosquito Aedes egypti. “Por se uma escola referência no ensino médio a situação é muito caótica. Não tem estrutura, ar-condicionado não funciona. Quando chove a escola alaga, a água fica na metade da perna do aluno”, afirmou a estudante Maria Vitória.

Segundo ela, o calor é tanto que chega a atrapalhar as aulas. “Os ventiladores, quando funciona é só um. Além disso o professor não consegue competir com o barulho do ventilador. Por mais que o professor fale alto, o barulho é muito alto. Então, tem que desligar para poder falar, mesmo os alunos morrendo de calor”, afirma.

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Apesar da condição precária, no começo do mês a escola foi escolhida para receber um projeto piloto da rede estadual com a aplicação de um novo modelo de ensino médio na rede pública. A escolha das unidades foi realizada pelo próprio Ministério da Educação (MEC), em 2018.

“Nós recebemos essa notícia há duas semanas. Nós ficamos meio perdidos porque nós sabemos que o colégio não tem estrutura e o processo é justamente o contrário, tentar minimizar o tempo das aulas. Primeiro era uma hora de aula e reduziu para 50 minutos. Esse era o processo, primeiro vamos arrumar o colégio para depois cuidar disso”, afirmou o estudante Júlio Cesar Moraes.

Revolta é o sentimento dos alunos. Eles querem mais do que resposta, querem solução. “Tem Enem, tem vestibular e o que a gente vai levar? Não aprendemos nada”, afirma Maria Vitória.

Outro lado

Sobre as reivindicações as reivindicações dos estudantes, a Secretaria de Estado da Educação informou:

  • A complementação da climatização da escola está sendo providenciada e os aparelhos de ar-condicionado foram entregues. No entanto, a rede elétrica não comporta a carga de aparelhos ligados ao mesmo tempo. Já existe um processo em andamento para que a adequação da rede seja realizada.
  • Quanto à estrutura física da escola, a Diretoria Regional de Ensino irá averiguar a situação para então tomar as providencias administrativas, caso sejam necessárias.
  • Sobre o Novo Ensino Médio, a pasta esclarece que o mesmo se trata de um programa do Governo Federal implantado em todo o País. A escolha das unidades foi realizada pelo próprio Ministério da Educação (MEC), em meados de 2018, considerando uma série de critérios.
  • Devido o maior tempo de permanecia dos estudantes na unidade de ensino, devido ao novo modelo de Ensino Médio, estas escolas receberam um recurso extra para complementar a alimentação escolar.
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(Com G1)