Redação JM Notícia

Eli Borges questiona tarifas de energia cobradas no Tocantins: “Não dá mais”

Durante a sessão da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional da Amazônia, na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eli Borges (SD-TO) questionou a cobrança de tarifas de energia cobradas no Tocantins.

Representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Energisa estavam presentes para esclarecer as dúvidas dos parlamentares, e Eli Borges fez questão de apresentar suas críticas aos valores aplicados no seu estado.

“É muito inquietante para os estados do Norte e Nordeste essa visão da tarifa de energia. primeiro porque temos um calor horrível. Lá, todos que podem têm ar-condicionado e, naturalmente, este aparelho é o maior vilão do consumo de energia. A segunda curiosidade é que somos um país de barriga de aluguel”, disse ele se referindo aos rios que geram energia.

O parlamentar tocantinense usou um dos dados apresentados na sessão que mostra o aumento da taxa em estados como Mato Grosso, Acre, Tocantins e Rondônia. O Tocantins é o único que continua pagando taxas cada vez mais altas.

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O deputado descarta algumas explicações dadas para o aumento da tarifa, como o crescimento demográfico e crise hídrica, pois o Tocantins não sofreu com nenhuma das duas condições. Outra explicação seria os altos investimentos feitos pela Energisa no Estado, mas Eli Borges também contesta.

“Acho que a energia é um dos grandes vilões do bolso do cidadão. Se este governo não tiver a compreensão de criar uma alternativa de financiar a produção da energia da minha casa para que eu interligue, com valores subsidiados, eu não sei o que vai acontecer”, declarou.

Eli Borges desabafou que já buscou a Energisa para resolver problemas no setor onde mora, em Palmas, e também já reclamou da falta de atendimento da ENEEL a quem ele já procurou para apresentar reclamações e não teve resposta.
“Quero pedir a ANEEL que seja parceira dos pobres antes de ser parceira das concessionárias”, declarou ele pedindo ajuda aos mais pobres que pagam taxas cada vez mais altas. “Não dá mais”, completou ele.