Convenção Batista lança carta sobre fé, ecologia, violência, suicídio e política

O documento é o posicionamento da Convenção Batista Brasileira diante de assuntos que estão em voga na atualidade, e que inquietam a sociedade brasileira

Redação JM Notícia

99ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira que aconteceu em Natal (RN)

Através de uma carta publicada em seu site oficial, a Convenção Batista Brasileira comentou sobre os temas tratados durante a 99ª Assembleia que aconteceu na cidade de Natal.

Entre os temas abordados pelos pastores está a fé cristã associada a ecologia, eles reconhece a crise ambiental e citam tragédias recentes como o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), os deslizamentos no Rio de Janeiro e o desmatamento da Amazônia.

A CBB lamenta que “com tanto conhecimento, tecnologia e recursos hoje disponíveis, tão pouco tem sido feito para prevenir tragédias, corrigir falhas e preservar o Meio ambiente”, diz a carta pedindo aos batistas brasileiros que se comprometam a ter uma postura em defesa da natureza e dos recursos naturais.

A carta também lamenta a violência cada vez mais presente na sociedade brasileira e reprova “toda forma de violência,seja ela verbal, física, moral ou psicológica, que atente contra a honra e principalmente contra a vida de qualquer ser humano em suas mais diversas e plurais realidades”. O texto pede aos batistas que vivam o amor a próximo e repudiem qualquer tipo de violência.

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O suicídio também foi discutido na Assembleia da CBB, principalmente o aumento dos números de casos entre jovens e adolescentes. Diante desses dados, a entidade convoca as igrejas batistas “a promoverem ações que despertem nossa sociedade para a importância da vida e também para o perigo do chamado marketing da morte, que promove muito mais os casos de suicídio do que a importância da vida humana.”

O extremismo religioso também entrou em pauta na reunião, a Convenção Batista Brasileira reprova toda e qualquer forma de violência física contra pessoas e comunidades e encoraja seus membros a viverem uma vida de paz com todos.

Por fim, a carta fala sobre política, lamentando a intolerância gerada pelas divergências políticas e reprovando “toda e qualquer forma de cerceamento das liberdades individuais e de expressão política de quaisquer cidadãos”.