Da redação

Ao todo, foram 593 mortes no trânsito no estado, em 2018.

Um levantamento feito pela Segura Líder, responsável pelo seguro DPVAT, mostra que os acidentes no Tocantins matam mais que homicídio e latrocínio. Ao todo foram 593 mortes no trânsito no estado, em 2018. Por outro lado 412 pessoas morreram vítimas de crime violentos.

Um levantamento feito pela Segura Líder, responsável pelo seguro DPVAT, mostra que os acidentes no Tocantins matam mais que homicídio e latrocínio. Ao todo foram 593 mortes no trânsito no estado, em 2018. Por outro lado 412 pessoas morreram vítimas de crime violentos.

O motorista do carro não prestou socorro e fugiu do local. “Fiquei muito triste. Não quero que outra família passe por essa dor, por isso eu quero justiça”, lamentou a irmã da vítima, Sara Nunes.

Especialista em crimes de trânsito, a perita de crimes de trânsito Anne Rose Hermanson Carvalho afirma que na maioria das vezes a principal causa dos acidentes é a imprudência. “Pode ser um celular, a pessoa está dirigindo e fazendo uso do celular. Pode ser a simples desatenção, tá mudando de música no rádio ou esse tipo de coisa. A gente verifica isso: ausência da reação devida”, disse.

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Além das mortes, os acidentes que deixam vítimas graves também causam impactos para a saúde do estado. No Hospital Geral de Palmas (HGP) o pronto-socorro atendeu 9.178 notificações de acidentes de trânsito em Palmas no ano passado.

O diretor da unidade afirma que há uma sobrecarga nos atendimentos. “Dentro do Hospital Geral de Palmas, quase um terço dos atendimentos diários são oriundos de acidentes automobilísticos, motociclestas ou ciclomotores. No mês de abril nós tivemos mais de 200 pacientes que deram entrada no hospital com algum tipo de trauma causado por acidente de trânsito”, afirma o diretor geral do HGP, Edgar Tollini.

Para quem sentiu a dor da perda, o resta agora é a busca por justiça. “Eu clamo por justiça não pela volta, porque não tem como voltar, mas que seja feita a justiça dos homens e não aconteça mais com família alguma”, afirmou a dona de casa Márcia Moda.

(Com G1 TO)